Saúde na UTI

UPE quer contratar novos funcionários para o Hospital Oswaldo Cruz

Hospital Oswaldo Cruz fechou dez dos 16 leitos do isolamento adulto por falta de enfermeiros e técnicos de enfermagem

Cleide Alves
Cleide Alves
Publicado em 28/05/2016 às 8:08
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Hospital Oswaldo Cruz fechou dez dos 16 leitos do isolamento adulto por falta de enfermeiros e técnicos de enfermagem - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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O reitor da Universidade de Pernambuco (UPE), Pedro Falcão, disse, na sexta-feira (27) à tarde, que está negociando com o governo do Estado a contratação de novos profissionais para o Hospital Oswaldo Cruz (Huoc). Referência em doenças infecciosas, o hospital fechou dez dos 16 leitos do isolamento adulto, na quinta-feira passada (26), por falta de enfermeiros e técnicos de enfermagem.

“Espero receber na próxima segunda-feira (30) parecer da Procuradoria Jurídica da UPE e da Procuradoria do Estado informando se é possível chamar concursados aprovados numa seleção já realizada”, informa Pedro Falcão. Com uma resposta positiva, a contratação será de imediato, garante. Hospital-escola da UPE, o Oswaldo Cruz funciona em Santo Amaro, na área central do Recife.

Quinta-feira (26), a UPE participou de reunião com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, a quem o Huoc é vinculado, em busca de uma solução para o déficit de funcionários, diz o reitor. O secretário da Casa Civil, Antônio Figueira, também participou do encontro. “Contratar pessoal é fundamental para evitar fechar mais leitos e reabrir os que foram desativados.”

De acordo com o Sindicato dos Servidores, é preciso repor funcionários nas três unidades de saúde ligadas à UPE – Huoc, Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape) e Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros. “Há uma UTI pronta no Cisam, nova, sem funcionar por falta de pessoal”, informa o diretor de Comunicação do Sindupe Pedro Henrique Sobral. Ele disse que o Huoc está com 114 leitos fechados, no momento.

PRAZOS

Na sexta-feira (27), o Ministério Público Federal recomendou à Secretaria Estadual de Saúde e ao Governo de Pernambuco que suspendam a desativação de leitos de hospitais sob responsabilidade do Estado. E definiu prazo de um ano para o governo demonstrar o cumprimento de portaria do Ministério da Saúde que estabelece o número de leitos hospitalares e de terapia intensiva de acordo com recomendação da Organização Mundial de Saúde.

No mesmo documento, o MPF recomenda a convocação, em até três meses, dos candidatos aprovados em concursos públicos para recompor o quadro de servidores. E a reabertura, em até seis meses, dos leitos fechados de 2014 a 2016. A decisão foi tomada após reunião com o Conselho Regional de Medicina (Cremepe) e representantes de 16 hospitais públicos.

O grupo destacou a carência emergencial de 305 leitos e 732 médicos, necessidade de insumos em algumas unidades e superlotação em todas. O MPF disse que o governo deveria reduzir despesas com supérfluos, citando bufês, tapetes e gelo, e evitar cortes no orçamento da saúde pública estadual.

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