Saúde

Carnaval do Recife terá ação educativa sobre febre amarela

Secretário de Saúde do Recife informa que, em preparação para o Carnaval, será lançado material informativo específico com sinais e sintomas da doença

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 31/01/2017 às 15:32
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Secretário de Saúde do Recife informa que, em preparação para o Carnaval, será lançado material informativo específico com sinais e sintomas da doença - FOTO: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Durante o Carnaval do Recife, serão distribuídos materiais informativos sobre a febre amarela, que deixa as autoridades de saúde em alerta devido a explosão de casos no País este ano. Já são mais de 117 casos confirmados da doença no Brasil, com 46 mortes. Há ainda 623 casos em investigação. Nenhum deles em Pernambuco. “No Recife, as pessoas perguntam se há risco de reintrodução da doença por alguém que viajou (a uma área de risco e adoeceu) e retorna (para o Recife) no período de viremia (presença de vírus no sangue circulante em um ser vivo). Então, em preparação para o Carnaval, vamos lançar material informativo específico com sinais e sintomas de febre amarela, junto ao trade turístico, como a gente já faz todos os anos em relação à dengue (e demais arboviroses)”, disse o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, em conversa com a reportagem durante o workshop Impactos Sociais e Zika, realizado nesta terça-feira (31) na Fiocruz Pernambuco, na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife. 

A secretária de Turismo, Esporte e Lazer de Recife, Ana Paula Vilaça, informou que, em ações como essa, o trade turístico confecciona os materiais, como folders educativos, com base nas informações repassadas pela Secretaria de Saúde do Recife. "Disponibilizamos os materiais nos Centros de Atendimento ao Turista (CATs)."

Segundo Jailson, serão inseridas orientações sobre febre amarela para os viajantes de áreas de risco que vêm à capaital pernambucana. “Se tiverem qualquer tipo de sintoma, mesmo que seja inespecífico, como febre, cefaleia e dores pelo corpo, procurem ajuda nos serviços de saúde, que também receberão essas informações”, reforçou Jailson. Ele acrescenta que o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Recife está 24 horas por dia monitorando qualquer entrada de caso suspeito. “Portanto, o alerta e a situação de preocupação existem, mas é tudo é baseado nas evidências científicas e com serenidade.”

REURBANIZAÇÃO

Nesta epidemia, o Brasil continua a registrar apenas casos de febre amarela silvestre. Para Jailson, a possibilidade de transmissão urbana da doença (pelo Aedes aegypti) existe, mas precisa ser avaliado sem pânico. “Hoje o risco da reurbanização não é nulo. É pequeno, minimo. A estratégia deve ser focada na intensificação das ações de vacinação nas populações de áreas hoje expostas (ao ciclo silvestre da doença). Se conseguimos fazer isso, é possível controlar a circulação do vírus e não permitir que o Aedes entre no circuito”, finaliza Jailson Correia. 

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