IMUNIZAÇÃO

Recife supera média nacional de vacinação contra sarampo e polio

Após o Dia D da campanha contra o sarampo e a poliomielite, o Recife conseguiu imunizar 67% do público alvo

Julia Aguilera
Julia Aguilera
Publicado em 19/08/2018 às 11:30
Foto: Diego Nigro/ JC Imagem
Após o Dia D da campanha contra o sarampo e a poliomielite, o Recife conseguiu imunizar 67% do público alvo - FOTO: Foto: Diego Nigro/ JC Imagem
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Após a mobilização do Dia D da campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite, realizado nesse sábado (18), o Recife superou a média nacional de imunização. Ao final do dia, a capital pernambucana já havia vacinado 67% do público alvo da campanha, que são crianças com idade entre 1 e 5 anos. Pernambuco também ficou acima da média, registrando 51% de crianças vacinadas.

A meta é que 95% do público alvo seja vacinado, o que, no Recife, equivale a 76 mil meninos e meninas. No Estado, essa meta representa 544.180 pequenos. Em todo o país, a média de vacinação ficou em 46% para a vacina contra a poliomielite e 47,10% para o imunizante contra o sarampo.

No Dia D, 170 postos estiveram abertos durante todo o sábado para a vacinação. Outros 15 postos volantes foram espalhados em pontos estratégicos da cidade aumentar a adesão. A campanha segue até o dia 31 deste mês. Apesar do foco ser nas crianças, a vacina contra o sarampo faz parte do calendário rotineiro e pode ser tomada por qualquer pessoa que não lembre se já tomou ou que não tem o cartão de vacinas. 

Casos confirmados de sarampo

Dois casos de sarampo em Pernambuco foram confirmados pela Secretária Estadual de Saúde (SES). As informações foram divulgadas nessa sexta-feira (17), após o resultado dos exames realizados pela Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro (Fiocruz-RJ). Segundo as informações, o homem, de 27 anos, teria contraído a doença em uma viagem para Manaus, no estado do Amazonas, onde já foram confirmados mais de 500 casos da doença e uma morte. Durante a viagem, ele se relacionou com uma pessoa que tinha suspeita de sarampo.

A sobrinha do homem, uma menina de 2 anos, ficou doente por morar na mesma residência. Os dois não possuem vacinação para a tríplice viral. Os resultados dos exames não foram conclusivos no exame laboratorial preliminar do Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE) e amostras de sangues foram encaminhadas para a Fiocruz-Rj, onde a doença foi confirmada. Outros três casos relacionados a esses pacientes estão em análise.

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