Teatro

Corpo de Argemiro Pascoal é sepultado em Caruaru

Um dos fundadores do Teatro Experimental de Arte, ele morreu aos 83 anos, vítima de um AVC

Marcelo Pereira
Marcelo Pereira
Publicado em 25/08/2012 às 11:19
Leitura:

CARUARU – O ator, produtor e diretor Argemiro Pascoal foi sepultado neste sábado (25), no Cemitério Dom Bosco, nesta cidade do Agreste. Um dos fundadores do Teatro Experimental de Arte (TEA), ele morreu na sexta-feira (24) aos 83 anos, vítima de um AVC (acidente vascular cerebral). Natural de Bezerros, Argemiro teve a vida dedicada à cultura, iniciando suas atividades no teatro amador em 1948, na sua terra natal.

 

Já em Caruaru, fundou, em 1962, ao lado de sua esposa Arary Marrocos e alguns amigos, o TEA, grupo que no dia 16 de julho comemorou 50 anos de existência. Apesar de sofrer do Mal de Parkinson, Argemiro estava relativamente bem de saúde, de acordo com amigos. “Eu falei com ele hoje (ontem) por volta das 10h. Até marcamos uma reunião para a próxima segunda-feira (27). Pouco depois ele teve um AVC e foi socorrido para o Hospital da Unimed, onde veio a falecer”, contou o amigo e ator Jô Albuquerque. O velório está sendo realizado no Teatro Lício Neves, fundado por ele, localizado na Rua Carlos Laet, no Bairro Indianópolis


Além de ter se destacado como ator, Argemiro dirigiu inúmeros espetáculos ao longo dessas décadas de carreira artística, entre eles: A prostituta respeitosa (1970), Morte e vida Severina (1979) e O boi de Vitalino (1987). Argemiro também escreveu mais de 15 textos, entre eles O testamento.

 

No dia 16 de julho, Argemiro Pascoal e Arary Marrocos comemoraram os 50 anos de fundação do TEA, o segundo grupo de teatro mais antigo do estado. A festa aconteceu no Teatro Lício Neves, onde são realizadas oficinas e eventos com estudantes de escolas públicas de Caruaru.

 

O TEA também era responsável pelo Festival de Teatro Estudantil do Agreste (Feteag), realizado anualmente com a participação de grupos de teatro de várias cidades do estado. O evento conta com mostra competitiva e de espetáculos convidados e movimenta a cena cultural da região, sendo responsável, ao longo de décadas, pela formação de público e revelação de atores de várias gerações.


Desde a sua criação, o TEA já encenou 54 espetáculos. Nesse período, promoveu vários cursos e oficinas de teatro, além de palestras debates e seminários com professores e artistas de destaque no mundo das artes cênicas.

Além de promover eventos em Caruaru, o grupo participou de diversos festivais de teatro em outros estados. Nesses eventos, seus espetáculos já receberam vários prêmios. Ao todo, o grupo já visitou 65 cidades, promovendo um importante intercâmbio cultural. Em 1999, o TEA criou o grupo Raízes de Danças Populares.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias