Expectativa

Setor de artes cênicas já tem agenda para 2013

Festivais, seminários e espetáculos prometem fazer do ano um tempo de recomeço, depois de abandono

Mateus Araújo
Mateus Araújo
Publicado em 03/01/2013 às 11:45
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Depois de um 2012 marcado pelo abandono de alguns equipamentos públicos do Recife, corte de recursos para festivais e cobranças à prefeitura da cidade por parte dos artistas, 2013 promete ser um ano de recomeço para a classe de artes cênicas local. Em Pernambuco, há previsão para celebrações, seminários e novas montagens, algumas delas já no primeiro semestre.

FESTIVAIS E SEMINÁRIOS

Na próxima terça-feira (8), começa o 19º Janeiro de Grandes Espetáculos, que vai receber cerca de 50 trabalhos – do Estado, do Brasil e de outros países. O festival já estreia com uma peça luso-brasileira. O desejado – Rei D. Sebastião é fruto de um intercâmbio entre atores pernambucanos e portugueses.

Abrindo espaço para o intercâmbio entre grupos locais e nacionais, continuam os festival de teatro, dança e circo. O segundo grande evento (o primeiro é o Janeiro de Grandes Espetáculos) ocorre em maio, o Palco Giratório. Na lista, no decorrer do ano, ainda tem o Festival Recife do Teatro Nacional e Festival de Dança do Recife.

Em abril, no Sesc Santo Amaro, acontece o Seminário Pernambucano Nelson Rodrigues: Texto e Cena, organizado pelo ator e diretor Rudimar Constâncio. No encontro, haverá palestras, debates, oficinas e apresentações de obras de Nelson, com a presença de nomes como Fátima Saadi.

Lançado no ano passado, o Trema! – Festival de Teatro de Grupo do Recife, promete tornar-se um dos mais importantes do Estado em 2013. O evento, realizado pelo grupo Magiluth, deve acontecer em outubro. Uma das peças quase certas da programação é Esta criança, da premiada Cia. Brasileira de Teatro, com Renata Sorrah.

ESPETÁCULOS

Uma aguardada montagem de 2013 é a versão do encenador Antonio Cadengue para Doroteia, texto de Nelson Rodrigues. Cadengue é referência no Estado na obra rodriguiana, chegando a ser premiado nacional e internacionalmente com a peça Senhora dos Afogados, em 1994.

Parte das produções que vão ser preparadas e apresentadas neste ano, em Pernambuco, vão ser relacionadas a efemérides dos grupos. O Coletivo Angu de Teatro, por exemplo, completa 10 anos em setembro. Eles pretendem montar um texto inédito de Marcelino Freire – Só o pó, sobre diversidade dentro da terceira idade.

Na área de dança, a Cia. dos Homens faz 25 anos. O grupo pretende se inscrever no edital do Funcultura para montar um novo espetáculo, ainda sem nome, que vai unir dança contemporânea e bonecos. O objetivo é levar à cena o trabalho conjunto de quatro gerações da companhia. No embalo das festas, o Grupo Totem também deve comemorar seus 25 anos no palco, assim como a Cia. Fiandeiros, que completa 10 anos. Esta última organizará apresentações de leituras dramatizadas, monólogos, novos cursos e oficinas, além da inauguração do um banco de textos de autores pernambucanos.

Uma efeméride que não pode passar despercebida é o centenário do teatrólogo Alfredo de Oliveira. A data deve ser lembrada com programação especial feita pelo Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP).

TEATROS

Uma das principais expectativas no setor de artes cênicas para este ano são as reformas e melhorias dos teatro municipais. A classe artística espera, sobretudo, a reabertura do Teatro do Parque (fechado desde 2010) e requalificação do Centro Apolo-Hermilo. Com relação aos espaços particulares, neste ano também está prevista a abertura do teatro do RioMar Shopping, ainda sem data prevista e sem programação definida.

CIRCULAÇÃO

Artistas pernambucanos esperam cair na estrada com seus espetáculos. Confira a lista com alguns dos trabalhos:

Aprovados no Funcultura 2011/2012:
Espaçamento (do coreógrafo e bailarino Cláudio Lacerda), Sobre um paroquiano (Compassos Cia. de danças), Guarda sonhos (Grupo Peleja), Conceição (Grupo Experimental) e Abracasabra (mágico Rapha Santacruz).

Aprovados no Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2012:
Vestígios (dirigida por Antonio Cadengue) e Duas mulheres em preto e branco (da Remo Produções Artísticas).



Aprovados no Prêmio Funarte Petrobras de Dança Klauss Vianna/2012:
O fio das miçangas, de Otávio Bastos, e Para Josefina, do Grupo Acaso.

Um dos grupos pernambucanos que mais circularam pelo Brasil, em 2012, foi o Grial – que completou 15 anos, no ano passado, quando participou do festival Palco Giratório. Agora, em 2013, porém, a coreógrafa Maria Paula Costa Rêgo e seus bailarinos devem dar início às pesquisas para um novo espetáculo, o terceiro da trilogia Uma história, duas ou três, que vai abordar a cultura indígena.

Leia a matéria completa no Caderno C desta quinta (3).

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