Pré-estreia

Rickli é destaque da pré-estreia da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

Ator é ovacionado pelo público em sessão para convidados

Márcio Bastos
Márcio Bastos
Publicado em 19/03/2016 às 0:56
André Nery/JC Imagem
Ator é ovacionado pelo público em sessão para convidados - FOTO: André Nery/JC Imagem
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A tradicional pré-estreia da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém reuniu políticos e convidados, sexta-feira (18), na cidade-teatro de Fazenda Nova. Estrelado pelo segundo ano consecutivo por Igor Rickli, o espetáculo marcou a abertura das comemorações do cinquentenário da Paixão, que será oficialmente comemorado em 2017.

O governador Paulo Câmara e parte do seu secretariado, como os titulares das pastas de Turismo e Cultura, Felipe Carreras e Marcelino Granja, respectivamente, e alguns convidados, como Renata Campos, foram conferir o espetáculo e inaugurar o novo painel turístico da Paixão, similar ao que existe no Marco Zero, do Recife - que, aliás, deve virar febre no local, com muitos espectadores tirando selfies à sua frente.

O espetáculo deste ano não apresenta nenhuma mudança significativa em relação aos últimos. Igor Rickli volta a interpretar Jesus Cristo pelo segundo ano consecutivo. É compreensível o motivo da escolha do ator. Além da semelhança física com a estética eurocêntrica associada ao Nazareno, o paranaense é talentoso e consegue imprimir a carga dramática que o personagem exige.

Antonio Calloni, como Herodes, e Odilon Wagner, como Pilatos, também conseguem se destacar em cena, ao contrário de Fiuk e Bianca Rinaldi, João e Maria, respectivamente, que entram e saem sem deixar marcas. O galã, aliás, parece até meio deslocado e é "engolido" pela grandeza do maior teatro ao ar livre do mundo.

Um pequeno problema técnico no áudio durante a cena do bacanal de Herodes, que não durou nem um minuto, foi o único fato atípico. A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém manteve a tradição e se confirmou como um espetáculo robusto, que continua, mesmo depois de 49 temporadas, emocionando. Afinal, não era difícil ver pessoas chorando na plateia, comovidas não só com a história de Jesus, mas, talvez principalmente, pela forma como ela é contada ali. E aí reside o maior trunfo da peça, que, se depender desse tipo de ligação com o público, ainda terá muitas e muitas temporadas.

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