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Olinda recebe exposições de arte naif

Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco traz mostra retrospectiva de Bajado, Paulo Perdigão e Rose Rendall

Isabelle Barros
Isabelle Barros
Publicado em 02/02/2012 às 6:00
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A vocação de Olinda para as artes plásticas sempre foi democrática. Há decadas, a cidade abriga tanto artistas formados nas melhores escolas quanto pessoas do povo, cuja relação com a estética era instintiva. Esse era o caso de Bajado (1912-1986), que ganha exposição retrospectiva no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC) a partir de hoje. As obras dele serão acompanhadas por outros dois artistas naifs, ambos em sua primeira mostra: Rosa Rendall e Paulo Perdigão.

As 43 telas exibidas no MAC foram cedidas pelo colecionador particular Eliezer Barros e são datadas entre 1982 e 1985. Neles, estão os pastoris, cavalos-marinhos e os registros de Carnaval que o tornaram conhecido, mas a exposição tem como mérito mostrar imagens de outras temáticas, como paisagens marinhas e até a representação de uma pregação de São Francisco de Assis. Este ano, Bajado, que gostava de assinar seus quadros com a frase “um artista de Olinda”, completaria cem anos, e a exposição é uma forma de comemorar a data.

Paulo Perdigão e Rosa Rendall dividem uma das salas do MAC com trabalhos semelhantes aos de Bajado. O primeiro, com dois anos de pintura, assume ser autodidata e traz em seus 23 quadros rodas de samba, blocos carnavalescos e outros folguedos populares. “Gosto de pintar temas sociais e festivos”. Já Rosa se concentra no período momesco para mostrar o maior número possível de comemorações carnavalescas de Pernambuco, do Recife até o Vale do São Francisco. “Pensei em uma exposição didática para mostrar a riqueza da nossa folia”.

Leia a matéria completa na edição de quinta-feira do Jornal do Commercio.

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