EXPOSIÇÃO

Pragana se reinventa em nova exposição

Artista inaugura a mostra Desconstrução nesta quarta (6), no Centro Cultural Correios, a partir das 18h

Renato Contente
Renato Contente
Publicado em 06/06/2012 às 7:20
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Desconstruir requer esforço, até coragem. É mexer no que é certo, de forma e cor, para dar vazão ao que ainda não se conhece. Desse movimento onde os pedaços esmiuçados se encontram em nova ordem, o artista Carlos Pragana traz a mostra Desconstrução, aberta ao público a partir desta quarta (6), às 18h, no Centro Cultural Correios.

A exposição, primeira individual do artista em três anos, reúne trinta obras em acrílico sobre papel, material pela primeira vez utilizado por ele como base de um trabalho. Para conceber as peças, Pragana pintou individualmente longos pedaços de papel, para então rasgá-los e remontá-los guiado pela liberdade de seu figurativismo. "Tinha como desejo me reinventar. Queria fazer algo que nunca tivesse feito antes e, ao mesmo tempo, que não me desvinculasse das antigas referências", justifica o pernambucano.

Pragana vê Desconstrução como um recorte de pequenos detalhes de obras anteriores, como se observadas por uma lupa. Se em trabalhos como O homem e sua sombra (2009) as cores vivas eram escanteadas pelas figuras humanas sombrias, assumindo o mero papel de contraste, a mostra aberta hoje coloca esses tons de luz em evidência, ampliados em protagonistas.

Nos limites do abstracionismo e totalmente imerso no figurativismo, a exposição materializa o que seu idealizador concebeu: que a arte, assim como as pessoas, têm defeitos, e que até estes têm beleza.

Leia a matéria completa no Caderno C desta quarta (6), no Jornal do Commercio

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