Cotidiano

A arte que vem da rotina é mote de exposição e oficina de fotografia no Recife

Mostra Até que os sentidos se percam, do fotógrafo Breno César, inagura nesta quinta (14) no Centro de Formação em Artes Visuais do Recife. Oficina de fotografia abstrata está com inscrições abertas.

Beatriz Braga
Beatriz Braga
Publicado em 14/06/2012 às 6:06
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“A verdade é feia”. A inquietante conclusão é de Nietzsche, o filósofo de todas as horas. O alemão, no entanto, abre uma brecha para o desamparo: “Nós temos a arte para não sucumbir à verdade”, alertou. E nada mudou com a chegada do século 21. Os artistas continuam a salvar a rotina dos olhares cansados dos meros mortais. E é por isso,  que as paredes do Centro de Formação em Artes Visuais do Recife (CFAV) recebem, a partir desta quinta (14), às 19h, a exposição Até que os sentidos se percam do fotógrafo e videasta Breno César, 32.

São 16 peças expostas na galeria que trazem imagens – uma espécie de transposição da pintura para fotografia – de materiais comuns sob uma interpretação poética. Os modelos do artista são frutas, borracha de computador, carne congelada e outros que protagonizam quadros abstratos. Além dos quadros, Breno exibe também o filme Súbito, de sua autoria.

A graça não é adivinhar os objetos que deram sentido a cada obra, mas imaginar que sua origem está presa ao cotidiano por natureza, por outro lado, livre para quem se disponha a enxergá-lo, além de simplesmente vê-lo. “Os materiais perdem o sentido de coisa e se transformam em algo mais amplo”, explica o artista. É como se eu vivesse naquela imagem", completa.

O vídeoarte, projetado na exposição, também está disponível online. Confira:

Breno também oferece a oficina Criatividade para fotografia abstrata, nos dias 26, 27 e 28 de junho, das 9h às 12h. As inscrições custam R$ 30 para interessados, amadores ou não, com uma câmera na mão.


O ARTISTA 

  Breno César é graduado em Arte e Mídia pela UFCG e faz parte da Cia. Etc. Como fotógrafo, já  realizou a exposição “Pequenos Infinitos” (Caruaru-PE, 2009) e foi selecionado para fazer parte do livro Linguagens 2008. Realizou também as exposições Gente (Salvador-BA, 2009); “Vazios Humanos” (São Paulo-SP, 2005) e “Rua e Movimento” (Campina Grande-PB, 2003). Na parte cineasta de sua carreira, passeia ente videoanças, documentários e ficções. Em seu currícculo traz, além de Súbito, as produções Bokeh, Maxixe, Súbito, Cinderela, Hemocromatose e Vesanítero. 

Veja também a galeria de imagens da exposição:

Breno César -
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