COLETIVA

Álvaro Caldas, Bruno Monteiro e Dyógenes Chaves expõem na Arte Plural

Mostra "Únicos e múltiplos", inaugurada nesta terça-feira (19/3), tem curadoria de Raul Córdula

Eugênia Bezerra
Eugênia Bezerra
Publicado em 19/03/2013 às 6:00
Ricardo B. Labastier/JC Imagem
Mostra "Únicos e múltiplos", inaugurada nesta terça-feira (19/3), tem curadoria de Raul Córdula - FOTO: Ricardo B. Labastier/JC Imagem
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Algumas exposições coletivas são pensadas a partir de afinidades entre os trabalhos dos artistas, como o tema ou a técnica, entre outras questões. Mas foi com outra proposta que o curador Raul Córdula reuniu Álvaro Caldas, Dyógenes Chaves (PB) e Bruno Monteiro na exposição Únicos e múltiplos. "Não são, portanto, afinidades linguísticas, temáticas ou técnicas o que me levou a juntá-los no mesmo espaço e tempo, mas exatamente a diferença de processos, meios e matérias. O conceito de 'único' que aqui pretendo afirmar só se justifica como oposição ao conceito de 'múltiplo'", explica o curador no texto da exposição. A mostra é inaugurada nesta terça-feira (19/3), às 19h, e marca o início do calendário 2013 na Arte Plural Galeria.

Álvaro Caldas participa com um conjunto de pinturas, a maior parte inédita. Quem acompanha o trabalho dele notará a presença de figuras humanas na tela, o que era raro nas obras anteriores. "Isso sempre foi uma ambição minha, não sei porque não acontecia. Fiquei muito tempo pintando paisagens para me familiar com a linguagem, estudar a riqueza das cores. Fiquei mais tempo do que esperava, as pessoas me chamavam para expor por causa das paisagens", lembra o artista, que também mostra algumas aquarelas e um trabalho de intervenção sobre fotografia.

Bruno Monteiro apresenta na Arte Plural o desenvolvimento de uma série em que símbolos como códigos de barra e naipes de baralho formam a composição. "Desde 2001 comecei a trabalhar com o erro digital. Isso veio de uma exposição que participei nos Estados Unidos, a Brazilian visual poetry (2002). Eu mandava as obras para Regina Vater (curadora), mais um tanto de gente enviava, e elas chegavam com erro para ela. Aqui mostro trabalhos inéditos, de uma linha de pesquisa chamada Fabulário. Estou revisitando o que foi criado a partir de 2001", completa Bruno.

Dyógenes trabalha com a serigrafia em todas as obras, raramente usa pincel ou espátula. "Outra coisa frequente no meu trabalho é a apropriação, usar imagens criadas por alguém. Este alguém pode ser a minha filha, Bruno (Monteiro), Van Gogh, Andy Warhol", explica Dyógenes.

O visitante notará esta citação ao artista americano em uma obra criada a partir da imagem de uma santa. Na tela, coberta por uma resina brilhante, as cores são aplicadas como Warhol fazia em seus famosos retratos de celebridades. A mesma imagem, que Dyógenes fez a partir de um santinho, é aplicada sobre tecido em preto, com pequenos pontos de cor (vermelho na boca e roxo nos olhos).

A matéria completa está no Caderno C desta terça-feira (19/3), no Jornal do Commercio.

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