HISTÓRICAS

Imagens antigas do Recife são expostas no IRB

Fotografias, gravuras e postais compõem a mostra "Velhas imagens do Recife"

Eugênia Bezerra
Eugênia Bezerra
Publicado em 19/03/2013 às 6:00
Thiago Fidelis/Agência Gleyson Ramos
FOTO: Thiago Fidelis/Agência Gleyson Ramos
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Houve um tempo em que os barcos eram vistos com mais frequência pelos rios do Recife, transportando pessoas e mercadorias. Havia uma igreja perto do Marco Zero e a Casa da Cultura (onde ficava a Casa de Detenção) era cercada por um alagado. Se, com a ação do homem e do tempo, estes lugares e hábitos foram transformados (ou mesmo destruídos, no caso de algumas edificações), a arte perpetuou algo desta paisagem. A exposição Velhas imagens do Recife reúne várias fotografias, gravuras e postais. Ela será inaugurada nesta terça-feira (19/3), às 19h, para convidados, no Instituto Ricardo Brennand (IRB), como uma homenagem aos 476 anos da cidade.

Diretor de pesquisa do IRB, o historiador Leonardo Dantas é o curador da exposição. "Venho estudando a história visual do Recife. Por causa do porto, todos os artistas (que vinham da Europa) paravam primeiro no Recife. O primeiro foi Frans Post", lembra o pesquisador, que fala, no texto da mostra, sobre a representação da cidade em diferentes épocas.

Leonardo escolheu 240 peças da coleção do instituto. Elas foram criadas de 1645 a 1920 e 90% delas não haviam sido exibidas ao público. Entre as obras, há uma gravura feita pelo alemão Frederick Hagedorn (1814–1899) em 1855.
Um painel, formado pela união de três estampas, mostra a região central do Recife em 360º. "Para mim, esta é uma das obras mais importantes. Acho que ele usou uma câmara clara, na torre da Igreja do Espírito Santo. Começa no Cais de Santa Rita, você pode ver a Rua do Imperador, o Teatro de Santa Isabel, o Palácio, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo (...) e volta para o Cais de Santa Rita", aponta Leonardo.

Vale a pena visitar a exposição com tempo para observar os detalhes das imagens. Há indícios dos costumes da época, da organização social e do vestuário, entre outros assuntos, que permitem conhecer mais sobre a cidade. O exercício de observar o que mudou e o que permaneceu na região é enriquecido pelos mapas e fotografias atuais, feitas por Fred Jordão.

Thiago Fidelis/Agência Gleyson Ramos
- Thiago Fidelis/Agência Gleyson Ramos
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Fred Jordão/Divulgação
A exposição também mostra as paisagens do Recife na atualidade, com fotografias de Fred Jordão - Fred Jordão/Divulgação
Fred Jordão/Divulgação
- Fred Jordão/Divulgação
Fred Jordão/Divulgação
- Fred Jordão/Divulgação
Fred Jordão/Divulgação
- Fred Jordão/Divulgação
Ricardo B. Labastier/JC Imagem
- Ricardo B. Labastier/JC Imagem
Ricardo B. Labastier/JC Imagem
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Ricardo B. Labastier/JC Imagem
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Ricardo B. Labastier/JC Imagem
O pesquisador Leonardo Dantas Silva é o curador da exposição - Ricardo B. Labastier/JC Imagem

O texto completo está no Caderno C desta terça-feira (19/3), no Jornal do Commercio.

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