CASA FORTE

Gio Simões Glasner retrata mulheres em cenas intimistas

Exposição "Blush", formada pelas novas obras da artista, pode ser vista até 16 de novembro no Barchef

Eugênia Bezerra
Eugênia Bezerra
Publicado em 15/10/2014 às 7:44
Victor Jucá/Divulgação
Exposição "Blush", formada pelas novas obras da artista, pode ser vista até 16 de novembro no Barchef - FOTO: Victor Jucá/Divulgação
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A artista Gio Simões Glasner escolheu o nome de um produto de maquiagem para batizar sua nova exposição, Blush. E, em algumas das obras mostradas no Barchef Mercado Gourmet, as mulheres imaginadas por ela aparecem em uma situação ligada à vaidade. Mas esse não é o foco da série. Gio partiu do tema para compor histórias que mostram estas personagens em momentos intimistas, como o público pode conferir a partir das 20h desta quarta-feira (15/10), quando começa o vernissage com trilha sonora da DJ Lala K e o cineasta Daniel Aragão.

A artista conta como, durante o processo criativo, tentou sair da ligação entre a ideia de vaidade com o ato de se produzir, para englobar aspectos internos e externos: "Tem quadros em que você vê bem explícito a personagem se produzindo, passando blush, um hidratante, algo assim. Em outros, tem a vaidade de forma mais interna. O tema surgiu pela minha admiração pelo universo feminino. Pela vaidade que eu aprecio, obviamente da forma que não é exagerada, sem escravizar a mulher pela vaidade. É pela ideia de fazer algo para si", comenta Gio.

Esta é a segunda exposição individual da artista. A primeira, Nude, em maio de 2014, era formada por obras em aquarela e pastel seco. Mesmo com o curto intervalo entre as duas, é possível observar mudanças no percurso da artista. Uma das questões está relacionada à escolha do material usado nas obras mais recentes. "Depois que escolhi trabalhar com pastel seco, comecei a experimentar para ver até onde conseguia ir com ele. O que conseguia alcançar no realismo, queria que as obras fossem o mais realistas possível", explica Gio.

As essas experimentações técnicas estão ligadas ao fato de que as obras de Blush possuem mais elementos visuais, mais texturas do que havia nos trabalhos apresentados em Nude. "Esta série tem os tecidos, um elemento que não tinha na outra, e foi um desafio para mim. Nos cabelos, trabalhei para desenvolver mais a técnica para pintá-los. Nos outros desenhos, nenhuma das mulheres tinha rosto. Na série atual há muitos materiais, como madeira, plástico", afirma Gio, que agora começa outro processo de criação, com tinta a óleo.

Uma das mulheres pintadas pela artista chora com o telefone na mão. Outra, observa o próprio reflexo no espelho de um banheiro. "São personagens mesmo e a ideia é que cada uma tem uma história. Eu não conto o que está acontecendo com cada um, quero que as pessoas imagem essas histórias", convida Gio.

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