FOTOGRAFIA

O azul das imagens de Sâmia Emerenciano no Cá-Já Restaurante

A fotógrafa apresenta, até o dia 23 de junho, uma exposição com imagens pautadas pelo azul

JC Online
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Publicado em 22/05/2019 às 11:27
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Foto: Sâmia Emerenciano/Dovulgação
A fotógrafa apresenta, até o dia 23 de junho, uma exposição com imagens pautadas pelo azul - FOTO: Foto: Sâmia Emerenciano/Dovulgação
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Desde 2015, a fotógrafa Sâmia Emerenciano começou a investir ainda mais em um processo de autoconhecimento. Da experiência com a fotografia publicitária e com o cinema, começou a abrir seu olhar para imagens mais pessoais nas andanças que fazia pelo Recife e outras cidades. Nas fotos que iam surgindo, o azul começou a se sobressair como um ponto em comum. Dessa cor infinita, como ela mesma define, surgiu a sua segunda exposição individual.

Azul, Pura Memória de Algum Lugar tem vernissage nesta terça (22), a partir das 19h, no Cá-Já Restaurante, nos Aflitos. Na verdade, Sâmia é a terceira convidada de um projeto do espaço, que se propôs a receber artistas pernambucanos contemporâneos com exposições de cerca de um mês de duração. “É uma exposição no formato galeria, com espaço para contar uma história e mostrar um olhar – não é só vender obras”, explica a fotógrafa.

A mostra, com 17 trabalhos, é dividida em quatro salas, com títulos inspirados – assim como o nome da exposição – em trechos da letra da canção Trem das Cores, de Caetano Veloso. “É um menu degustação, como diz Babi Jácome, do que eu tenho feito. Juntando os quatro pedaços se forma uma grande parte dessa minha afirmação enquanto fotoartista. É um entendimento do azul enquanto poesia, como um respiro no meio do caos”, define Sâmia.

Em Celeste Celestial, por exemplo, ela exerce um olhar para cima. “A ideia é fazer uma exposição maior dessa parte”, conta. A sala Os Átomos Todos Dançam brinca com as diferentes cores e tonalidades do céu. A exposição ainda conta com os trechos Anel de Turquesa e Os Dois Lados da Janela, a parte mais “política” da mostra. “Essas fotos também têm a geometria e o azul da minha obra, mas nelas eu me pergunto outra coisa: que ano é hoje?”, revela Sâmia.

Ainda que a maioria das imagens tenha sido feita em 2018, Azul, Pura Memória de Algum Lugar traz fotos criadas desde 2015. “É uma exposição que diz muito sobre o meu autoconhecimento mesmo, do processo de me olhar como artista, de dizer para mim mesma: ‘eu preciso fazer algo com isso’”, explica a fotógrafa.

Além do Recife, a mostra tem trabalhos feitos em São Luís, nos Lençóis Maranhenses, em São Paulo, em Salvador, em Gravatá e em Paris. “São imagens também de pura sorte”, aponta Sâmia. “Desde 2015 estou nesse mergulho pessoal que também permeia a minha arte. Ariano Suassuna que uma vez disse que arte é evocação, missão e festa.”

PREÇOS

Os trabalhos da artista vão estar à venda no local com preços que variam entre R$ 200 e R$ 1 mil. As obras, que podem ser impressas em tamanhos variáveis, terão no máximo 20 impressões em fine art cada, em papéis PhotoSatin e Rag. As molduras são feitas em madeira freijó natural. Os trabalhos ficam expostos no Cá-Já até o dia 23 de junho.

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