CRÍTICA

Novo Sherlock Holmes peca pelos excessos pop de Guy Ritchie

Segundo filme da franquia estreia nesta sexta-feira nos multiplex

Ernesto  Barros
Ernesto Barros
Publicado em 13/01/2012 às 6:00
Warner Bros/Divulgação
Segundo filme da franquia estreia nesta sexta-feira nos multiplex - FOTO: Warner Bros/Divulgação
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Fatos obscuros da vida do detetive inglês Sherlock Holmes, apenas aventados em algumas poucas linhas pelo escritor Arthur Conan Doyle, foram o combustível para a versão atualizada por Guy Ritchie. Novidades como seu passado de lutador de baritsu, uma arte-marcial inventada pelo criador do personagem, trouxeram ao perfil do detetive algo totalmente incompatível a seu método dedutivo, pouco afeito à ação.

Não é à toa que tudo isso fez de Sherlock Holmes (2009) um filme bastante interessante, que teve no ator americano Robert Downey Jr., seu intérprete, outro ponto alto. O mesmo, porém, não pode ser dito de Sherlock Holmes: o jogo de sombras (Sherlock Holmes: the game of shadows, 2011), o novo filme da franquia, que estreia nesta sexta-feira em todo País. O grande responsável pelo andamento capenga do filme é mesmo o diretor Guy Ritchie, cujo estilo excessivamente floreado atrapalha mais do que ajuda. O maior cúmulo é uma citação a Pulp Fiction: tempo de violência (1993), um capricho pop despropositado.

Dessa vez Sherlock Holmes e Watson se envolvem numa mirabolante aventura que atravessa quatro países: Inglaterra, França, Alemanha e Suíça. O ano é 1891 e eles seguem os rastros de crimes ligados ao maior inimigo de Holmes, o rico e esperto professor Moriarty (Jarred Harris, uma cópia do pai, o falecido Richard Harris). Em poucos minutos, o detetive descobre logo que o magnata está por trás de crimes que podem levar à Primeira Guerra Mundial.

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