CINEMA

O rochedo e a estrela será lançado no Cinema da Fundação

Filme tomou 13 anos da vida da cineasta Katia Mesel

Ernesto Barros
Ernesto Barros
Publicado em 14/06/2012 às 6:00
Divulgação
Filme tomou 13 anos da vida da cineasta Katia Mesel - FOTO: Divulgação
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A cineasta Katia Mesel dá início nesta sexta-feira (15/06), com a exibição do documentário O rochedo e a estrela, à conclusão de uma das maiores sagas do audiovisual pernambucano. Foram 13 anos de trabalho da aprovação de um projeto de pesquisa até a chegada ao público. Um ano após a sessão especial no encerramento do Cine PE, o filme começa agora sua carreira comercial: primeiro uma semana no Cinema da Fundação, com possibilidades de seguir para o Cinema São Luiz.

Aliviada e feliz com o lançamento de O rochedo e a estrela, Katia conta que teve a ideia para o filme em 1989, quando leu o ensaio Gente da nação: cristãos-novos e judeus em Pernambuco, 1542-1654, do historiador pernambucano José Antonio Gonsalves de Mello.



A partir de 1996, Katia recorda que conversou com o ator e empresário Germano Hauit, a historiadora Tânia Kaufman e o jornalista Leonardo Dantas sobre um projeto de pesquisa a respeito da presença dos judeus em Pernambuco. “Em 1999, o projeto foi selecionado pela Lei de Incentivo à Cultura e ganhei um dinheiro para pesquisar. Viajei à Europa, especialmente para Portugal, Espanha e Holanda, e voltei com a ideia de dar esse passo – largo demais –, mas que era o que eu achava que deveria ser feito: um longa de ficção”, recordou.

No ano seguinte, depois de quatro meses trancada num quarto, a pesquisa resultou em um rascunho de roteiro. Em 2001, ela contratou o produtor e cineasta Francisco Ramalho Jr. (parceiro de Héctor Babenco) para fazer orçamento e cronograma de filmagens. “Coloquei o projeto no Ministério da Cultura e ele foi aceito sem mudar um vírgula, com orçamento que poderia captar até de R$ 7,5 milhões. Mas aí começaram as dificuldades”, revelou.

Apesar de todos os percalços, ela acredita que sempre manteve o mesmo foco: “Pernambuco foi uma ilha para os judeus, enquanto que na Europa e em outra partes da América eles eram perseguidos. Essa questão da liberdade ainda me fascina”, revelou.

Leia a reportagem completa na edição desta quinta-feira (14/06) no Caderno C, do Jornal do Commercio.

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