CRÍTICA

A pintura e o cinema se encontram em O moinho e a cruz

Filme faz intervenção digital em obra do pintor Pieter Bruegel, o velho

Ernesto Barros
Ernesto Barros
Publicado em 27/07/2012 às 6:00
Lume Filmes/Divulgação
Filme faz intervenção digital em obra do pintor Pieter Bruegel, o velho - FOTO: Lume Filmes/Divulgação
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Seja por meio de biografias de artistas (Van Gogh, Caravaggio, Lautrec) ou pela inclinação natural de alguns diretores (Akira Kurosawa, Jean Cocteau, Peter Greenaway), o cinema vez por outra procura capturar o mistério por trás da pintura. O longa-metragem O moinho e a cruz (The mill and the cross, 2011), que estreia nesta sexta-feira (27/07) no Cinema da Fundação, talvez seja a experiência cinematográfica mais bem-sucedida a unir as duas artes.

O autor da façanha é o diretor polonês Lech Majewski. Com uma obra já vasta, apesar de pouca conhecida no Brasil – não obstante ele haver filmado o longa Prisoner of Rio, uma biografia do ladrão inglês Ronald Biggs, em 1988, no País –, Majewski traz como cartão de visitas um filme surpreendente e requintado, que nos tira o fôlego pela beleza extraída do encontro entre o cinema e a pintura.

Com o auxílio do escritor Michael Francis Gibson e de muitos efeitos especiais, o cineasta nos leva para o ano de 1564, quando o pintor flamengo Pieter Bruegel, o velho, pintou a obra-prima A procissão para o calvário. Para chegar ao resultado que se vê na tela, o cineasta trabalhou quatro anos, a maior parte na edição – na qual ele mixou imagens de várias fontes até chegar a um resultado extraordinário.

Leia a crítica completa na edição desta sexta-feira (27/07) no Caderno C, do Jornal do Commercio.

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