CRÍTICA

O Cavaleiro das Trevas ressurge: um filme-catástrofe

19 salas de cinema do Recife e Região Metropolitana exibem o longa-metragem

Ernesto Barros
Ernesto Barros
Publicado em 27/07/2012 às 6:00
Divulgação/Warner Bros.
19 salas de cinema do Recife e Região Metropolitana exibem o longa-metragem - FOTO: Divulgação/Warner Bros.
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O Cavaleiro das Trevas ressurge (The Dark Knight rises, 2012), a conclusão da trilogia que o cineasta inglês Christopher Nolan dedicou a Batman, um dos mais icônicos personagens das histórias em quadrinhos da DC Comics, já entrou para a história. Infelizmente, não por seus valores artísticos – próximos de atingir o estatuto de obra-prima –, mas pela fatídica sessão na cidade americana de Aurora, no Colorado, onde há uma semana um homem assassinou 12 espectadores e feriu outros 58 que assistiam ao filme.

O longa-metragem estreia nesta sexta-feira  em 19 salas de cinemas do Recife e Região Metropolitana – de um total 810 em todo o País, segundo a produtora e distribuidora Warner Bros. No primeiro fim de semana, a produção faturou US$ 161 milhões (R$ 322 milhões), a terceira maior bilheteria de estreia de um filme em 2D.



Sempre antenada em teorias e explicações, a imprensa francesa foi logo tachando O Cavaleiro das Trevas ressurge de “filme catástrofe”. Verdade ou não, o certo é que o clima que antecedeu ao seu lançamento nos Estados Unidos foi dos mais nervosos. Antes mesmo da estreia, os fãs de Batman chegaram a ameaçar alguns críticos que não gostaram do filme em comentários postados no site Rotten Tomatoes (http://www.rottentomatoes.com/).
 
Dotado de uma visão múltipla, Christopher Nolan conseguiu com O Cavaleiro das Trevas ressurge unificar os três filmes como uma verdadeira saga. Aparentemente soltos, Batman begins (2005) e O Cavaleiro das Trevas têm suas pontas atadas no capítulo final, o que garantiu aos três filmes uma unidade que, aparentemente, não parecia ter muita importância. Com este espectro, o doloroso percurso de Bruce Wayne/Batman (Christian Bale, perfeito como sempre) – eternamente em luta contra seus desejos de vingança –, ganha foros de tragédia pelas mãos de Nolan.

Leia a crítica completa na edição desta sexta-feira (27/07) no Caderno C, do Jornal do Commercio.

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