Estreia

As indecisões do amor e suas implicações

'As bem-amadas', de Christophe Honoré, discute as mudanças de comportamento por meio de mais de 30 anos na vida de um casal

Marcos Toledo
Marcos Toledo
Publicado em 01/11/2012 às 6:00
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Se o diretor-roteirista francês Christophe Honoré (Canções de amor, A bela Junie) eliminasse todas as sequências musicais de seu mais recente longa-metragem, As bem-amadas (Les bien-aimés, FRA/GBR/CZE, 2011), seria muito mais fácil digerir as duas horas e 20 minutos de projeção de uma trama que narra uma verdadeira saga de duas gerações de pessoas que se interrelacionam e têm em comum a insegurança e a indecisão em seus relacionamentos. O filme estreia esta sexta-feira (2/11), no Cinema da Fundação.

Os atores Catherine Deneuve, Chiara Mastroianni, Louis Garrel e Ludivine Sagnier e o cineasta checo Milos Forman são os principais nomes do elenco. O enredo abarca o período que vai de 1968 (o chamado Ano que Nunca Acabou) a 2001 (o do 11 de Setembro). O coeficiente predominante, no entanto, é mais comportamental do que político.

A narrativa por si só é muito bem engendrada por Honoré, não apenas no texto, mas também plasticamente. O início, por exemplo, ambientado na Paris dos anos 1960, obedece a uma estética que lembra os trabalhos do movimento nouvelle vague da época. Na reta final, já no século 21, o longa ganha uma cara mais próxima do cinema independente americano.

Leia matéria completa no Caderno C do Jornal do Commercio desta quinta-feira (1º/11)

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