Estreia

Uma animação ao estilo de Tim Burton

'Frankenweenie' mostra a paixão pelo horror clássico e o estilo irônico e sagaz do cineasta

Marcos Toledo
Marcos Toledo
Publicado em 01/11/2012 às 6:00
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Os inimigos do ótimo não raro reclamam que o cineasta americano Tim Burton, detentor de uma filmografia que dispensa apresentações, hoje se repete com frequência em suas realizações. É preferível dizer que o autor opta deliberadamente por um trabalho autorreferente que em nada fica devendo ao encantamento de suas obras mais fascinantes. Uma prova disso é sua mais recente produção, Frankenweenie (EUA, 2012), longa-metragem de animação dos estúdios Disney que estreia esta sexta-feira (2/11) nos cinemas brasileiros.

Antigo projeto de Tim Burton, Frankenweenie tem a beleza sublime e sui generis dos melhores momentos da carreira do realizador. O ponto de partida é a amizade de um garoto diferenciado – para usarmos um termo bem da moda e sem qualquer concepção pejorativa –, Victor Frankenstien, e seu cão, Sparky. A estética obedece ao estilo irônico e sagaz do diretor (que é também dono da ideia original da história e corroteirista), a do sonho americano, da configuração de uma sociedade aparentemente perfeita e harmoniosa. E frágil, pois deixa de funcionar de tal maneira frente à primeira peça que se desencaixa do sistema.

Como em outros grandes longas-metragens de sua filmografia, Tim Burton faz uso de seu alto cacife em Hollywood para ousar numa animação com técnica stop-motion (rodada quadro a quadro com bonecos e cenário) e vai bem mais além: assume integralmente o preto e branco.

Leia matéria completa no Caderno C do Jornal do Commercio desta quinta-feira (1º/11)

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