CINEMA

Falta originalidade em Trapaça, um dos favoritos do Oscar 2014

Longa-metragem foi indicado 10 em categorias

Ernesto Barros
Ernesto Barros
Publicado em 07/02/2014 às 6:00
Sony Pictures/Divulgação
Longa-metragem foi indicado 10 em categorias - FOTO: Sony Pictures/Divulgação
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Elevada às alturas pela crítica americana – ganhou boa acolhida na revista New Yorker e no jornal The New York Times –, a comédia setentista Trapaça (American hustle, 2013) nem por isso é um primor de originalidade. Ainda assim, concorre em 10 categorias do Oscar 2014, a mesma quantidade de indicações de Gravidade (Gravity, 2014), um filme, no mínimo, bem mais criativo. Depois de dois finais de semana de pré-estreias, Trapaça entra oficialmente em cartaz nos cinemas de todo o País a partir desta sexta-feira (07/02).

Seu diretor, David O. Russell, não pode ser considerado um inventor, talvez um seguidor ou, até mesmo, um diluidor. Mas, justiça seja feita, ele passa por uma fase bastante produtiva – depois de uma década de quase inatividade, meio que renasceu das cinzas depois dos 50 anos – e já realizou três longas desde 2010. Pelo segundo ano consecutivo, Russell entra na corrida do Oscar com a indicação dupla de Melhor Diretor e Melhor Roteiro.

No ano passado, o cineasta concorreu com O lado bom da vida (Silver linings playbook, 2012), uma comédia bem maluquinha, mas um filme bem mais fraco que Trapaça e O vencedor (The figther, 2010), o longa que marcou o começo dessa fase. De certa forma, Trapaça consegue juntar as principais características dos seus dois trabalhos anteriores: personagens retratados com mais complexidade, confrontos entre homens e mulheres e laços familiares em ebulição.

Para dar conta disso, ele reuniu os atores de O vencedor (Christian Bale e Amy Adams) e de O lado bom da vida (Jennifer Lawrence e Bradley Cooper), e o resultado pode ser considerado muito bom. Metade da graça do filme é garantida pelas relações desenvolvidas pelos personagens interpretados pelos quatro atores. A outra metade advém da época em que a história de Trapaça é situada, a permissiva e amalucada década de 1970. Precisamente, a trama se desenvolve em 1978 e se atém a fatos que realmente aconteceram nos Estados Unidos: um escândalo que envolveu a prisão de senadores e políticos de Nova Jérsei, metidos com gângsteres e falsos milionários árabes durante a transformação de Atlantic City em um grande cassino.

Leia a matéria completa na edição desta sexta-feira (07/02) no Caderno C, do Jornal do Commercio.

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