Segunda Guerra

Filme sobre atentado frustrado contra Hitler estreia na Berlinale

O drama "13 minutos", exibido fora do circuito comercial, conta a história de Georg Elser, o homem que fracassou na sua tentativa de assassinar o líder nazista

Da AFP
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Publicado em 12/02/2015 às 19:09
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O atentado fracassado contra Hitler, antes de o ditador nazista lançar a Guerra Total e o Holocausto, inspirou um filme do diretor alemão de "A queda - As últimas horas de Hitler", Oliver Hirschbiegel, que estreia nesta quinta-feira no Festival de Berlim.

O drama "13 minutos", exibido fora do circuito comercial, conta a história de Georg Elser, o homem que fracassou na sua tentativa de assassinar o líder nazista.

É um dos dois filmes que, ao completar os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, celebra o heroísmo dos poucos alemães que desafiaram o regime nazista e terminaram em sua maioria presos, torturados ou mortos.

Elser, carpinteiro e músico, desenhou e colocou uma sofisticada bomba destinada a matar o Führer e sua cúpula de comando em uma cervejaria de Munique no dia 8 de novembro de 1939.

A explosão matou oito pessoas, mas Hitler sobreviveu porque tinha abandonado o lugar 13 minutos antes por causa de uma mudança de agenda de última hora.

O homem que quase mudou o rumo da história e que se tivesse conseguido evitaria a morte de milhões de pessoas foi capturado, enviado a um campo de concentração e, pouco antes do fim da guerra, foi executado por ordem de Hitler.

Em sequências que voltam ao passado, o filme mostra a ascensão do nazismo no pitoresco povoado de Elser, nos Alpes, onde começam a surgir cartazes indicando "Fora judeus".

Segundo Hirschbiegel, "há algo de vergonhoso no fato de alguém que vem de gente comum ter sido a úncia pessoa que teve coragem de dizer que tinha que pôr um fim em tudo isso". Por essa mesma razão, completou, a história de Elser ficou por muito tempo "debaixo do tapete".

Também exibido durante a Berlinale, o documentário "Os resistentes, seu espírito perdura" (em tradução livre) conta a história pouco conhecida de estudantes que clandestinamente redigiam e distribuíam panfletos contra o regime nacional socialista.

O grupo mais famoso foi o "Rosa Branca" da Universidade de Munique, cujos membros distribuíram panfletos contra a guerra em 1942 e 1943, convidando a população a se rebelar contra a tirania nazista.

Um terceiro filme apresentado na Berlinale evoca os horrores dos campos de concentração do século XX.

"Festins imaginários" (em tradução livre), da francesa Anne Georget, tira a poeira dos cadernos de receitas de cozinhas escritos nos campos de concentração nazistas, japoneses ou russos, testemunho da resistência à desumanização.

"Comiam festins de palavras porque morriam de fome", relata no filme André Bessière, que esteve internado no campo alemão de Flöha e evoca seus companheiros de cativeiro como "os mosqueteiros do garfo".

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