CRÍTICA

Warcraft, que nasceu como jogo online, se torna diversão esquecível no cinema

Adaptação do game chega aos cinemas brasileiros em 894 salas

Ernesto Barros
Ernesto Barros
Publicado em 02/06/2016 às 6:09
Universal Pictures/Divulgação
Adaptação do game chega aos cinemas brasileiros em 894 salas - Universal Pictures/Divulgação
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Parques temáticos, jogos online, role-playing games e toda sorte de entretenimento coletivo há um bom tempo viraram matéria-prima do cinema hollywoodiano. A mais nova empreitada da Universal Pictures é a versão cinematográfica do jogo online World of Warcraft, que surgiu na internet em 1994. Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos chega nesta quinta-feira (1º/6) ao Brasil em 894 salas, uma semana antes da estreia americana.

Como o título indica, trata-se de mais uma franquia à cata do dinheiro fácil do público infantojuvenil. Se fosse um filme interessante e com alguma profundidade, até que o tempo investido pelo espectador – são mais de duas horas de projeção – valeria a pena. Só que não. Para quem vem acompanhando sagas como Games of Thrones, por exemplo, com a qual divide certas semelhanças, Warcraft é uma diversão esquecível.

O que mais depõe contra o filme, logo de cara, é saber que ele foi escrito e dirigido pelo talentoso Duncan Jones, o filho de David Bowie, que já havia esbanjado talento na ficção científica Lunar e no inteligente quebra-cabeça Contra o Tempo. Mas não se pode negar que Jones não tenha se esforçado ao máximo para que Warcraft se transformasse num filme com gosto de aventura e alguma emoção .

Duncan Jones  e o corroteirista Charles Leavitt mostram um casal de orcs bem próximo dos seres humanos. Durotan, o líder do Clã Lobo de Gelo, é apresentado como um bom marido para a companheira Draka, que está grávida. Do lado dos humanos, o personagem mais presente é o guerreiro Anduin Lothar, cunhado do Rei Llane, de Azeroth, que se interessa por Garona, uma bonita mulher meio-orc, meio humana.

Estes personagens construídos com simplicidade ajudam a trama a fluir, embora haja outros mais complexos, como Medivh, o guardião de Azeroth, e o jovem mago Hadggar. Como é de se esperar nessas histórias fantasiosas, as forças ocultas são traduzidas por efeitos especiais duvidosos e trilha sonora estrondosa.

Leia a crítica completa na edição desta quinta-feira (2/6) do caderno JC+, no Jornal do Commercio.

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