Estreia

Crítica: o mundo colorido e musical de Trolls

Princesa dos Trolls e conhecida por ser insanamente feliz, Poppy fica preocupada com a ameaça dos famintos gigantes Berguens e se alia ao infeliz Branch para salvar os amigos

JEFFERSON SOUSA
JEFFERSON SOUSA
Publicado em 27/10/2016 às 5:00
DreamWorks Animation/ Reprodução
Princesa dos Trolls e conhecida por ser insanamente feliz, Poppy fica preocupada com a ameaça dos famintos gigantes Berguens e se alia ao infeliz Branch para salvar os amigos - FOTO: DreamWorks Animation/ Reprodução
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Quase 18 anos depois de sua última animação musical, a produtora norte-americana DreamWorks Animation estreia hoje (27), em circuito nacional, Trolls, um filme alegre, bastante colorido, repleto de boas músicas e mensagens.

Em dezembro de 1998 estreava O Príncipe do Egito, filme da Dreamworks que venceu as categorias Melhor Canção Original no Oscar e no Globo de Ouro com When You Believe em um ano em que as bilheterias foram bombadas por animações: Mulan, Vida de Inseto, O Rei Leão 2 e Pokemon – O Filme. Na época, para compor as trilhas que trouxeram as estatuetas, a DreamWorks contratou Stephen Schwartz que, até então, era um dos maiores nomes do teatro musical infantil de Hollywood. Hoje, depois de tanto tempo, a empresa investe na produção musical de Justin Timberlake – que também dubla um dos personagens na versão em inglês – para tentar fazer com que Trolls repita as premiações de 1998 em uma situação muito mais competitiva: 2016 é o ano em que as concorrentes Disney, Sony Pictures Animation e Illumination Entertainment mais investiram na produção de cinema de animação, nas últimas duas décadas.

POR DENTRO DO FILME

Terceira colaboração entre o diretor Mike Mitchell e os roteiristas Jonathan Aibel e Glenn Berger, Trolls deixa bem claro que é uma produção voltada às crianças com menos de 10 anos, principalmente pela forma em que traz frases de motivação simples e direta, aventura linear e poucas surpresas, mesmo que estas estejam bem construídas.

Inicialmente o filme gira em torno de Creek, que parte para uma jornada de descobertas e aventuras ao lado de Poppy, princesa dos Trolls e conhecida por ser insanamente feliz. Todos do vilarejo onde esses seres vivem estão com medo com a aproximação dos gigantes famintos Berguens, que, acreditando que comer trolls os fará felizes, promovem sequestros. Para tentar salvar seus amigos, Poppy tem de unir forças com o infeliz e recém-colocado na posição de protagonista Branch. Na medida em que Poppy avança na sua trajetória, mensagens de confiança e reflexões afetivas são acrescentadas, como a discussão sobre felicidade, algo que os vilões ainda não conhecem por impedimentos pessoais.

As canções não podem ser deixadas de lado. E que canções! Can’t Stop The Feelin, por exemplo, foi escrita por Justin especialmente para o filme, estreando diretamente na 1ª posição da Billboard Hot 100 – parada musical mais popular dos Estados Unidos. Na versão brasileira, das 13 que constroem a trilha do filme, apenas 4 são cantadas em sua versão em inglês, mas, diferente de incontáveis outras produções, as adaptações para o português não desgastaram o resultado harmonioso entre as letras e a narrativa: é como se as cenas tivessem sido construídas pensando em cada outra língua em que seriam redubladas.

Mesmo podendo ser tedioso para pré-adolescentes, o longa promete colocar crianças e pais para cantarem boas músicas, enquanto acompanham um enredo limitado, mas ainda descontraído.

Confira o trailer:

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