Entrevista

Sidney Magal reencontra o cinema em 'Chorar de Rir'

Cantor mostra seu lado ator na comédia protagonizada por Leandro Hassum

Robson
Robson
Publicado em 25/03/2019 às 15:10
Foto: Hanna Vadasz/Divulgação
Cantor mostra seu lado ator na comédia protagonizada por Leandro Hassum - FOTO: Foto: Hanna Vadasz/Divulgação
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SALVADOR – Sidney Magal é o tipo de artista que dispensa qualquer tipo de apresentação. Com 50 anos de carreira, o cantor carioca de 68 anos não tem medo de se aventurar em outras plataformas além dos palcos. Uma delas é o cinema, onde está em cartaz fazendo uma participação especial na comédia Chorar de Rir, estrelada por Leandro Hassum e dirigida por Toniko Melo, que estreou na última quinta-feira (21).

Em entrevista ao Jornal do Commercio durante o lançamento do filme na capital baiana, o artista contou um pouco de sua relação com a tela grande.

“Sempre gostei muito. Eu sou tarado por cinema. Tanto é que tenho umas coleções que faço desde muito tempo, que são todos os filmes vencedores da categoria Melhor Filme do Oscar de 1927 até hoje, para você ter uma ideia. Também coleciono os premiados da categoria Melhor Filmes Estrangeiro. Adoro o [cineasta japonês] Akira Kurosawa, tinha vários filmes japoneses, enfim. E na família, um tio meu por parte de mãe fez o clássico filme nacional Mineirinho Vivo ou Morto (1967). Ele era ator e tinham pessoas que sempre me levavam, de alguma forma, a curtir muito o cinema”, conta Sidney.

A estreia do intérprete de Sandra Rosa Madalena nas telonas foi no filme O Amante Latino, de 1979. “Eu representava o Sidney Magal mesmo, era uma história que falava de ciganos. O elenco era maravilhoso. O Pedro Rovai que dirigiu, o Lívio Bruni (dos Cinemas Bruni) produziu o filme. Paulo Coelho, o escritor, redigiu a história do longa. Foi uma obra que me deu muita alegria, apesar de eu não ter maturidade nenhuma para fazer cinema. Eu estava começando na carreira e eu era um garoto deslumbrado com as coisas que estavam acontecendo”, relembra o artista.

Com o passar do tempo, foram enxergando no modo de Sidney interpretar suas canções um lado ator. Então, ele passou a ser chamado para fazer novelas, musicais no teatro, e outras participações na sétima arte. “Sempre achei que cinema fosse mais fácil. Porque no teatro a gente entra e tem que acertar. No cinema, se você errar tem como cortar, fazer de novo, assim como na televisão”, afirmou.

Em Chorar de Rir, Sidney Magal é o místico Papanô, alguém que interfere diretamente na vida profissional do humorista Nilo Perequê, interpretado por Hassum. “Tem uma coisa ali de pirata, uma coisa mística, uma coisa que não existe. Na verdade, ele é um tremendo trambiqueiro”, entrega ele, aos risos.

A sua participação no longa foi gravada em apenas um dia, mas a relação com Leandro Hassum, segundo Sidney, é de longa data. “Quando vi o figurino do personagem eu disse: ‘Gente, eu vou ficar um demônio de feio!’ (risos). Mas não teve problema, quanto mais feio, mais longe do Magal eu tiver, melhor. Eu me diverti muito. E o Leandro Hassum é fácil de trabalhar, porque ele improvisa, curte, tira sarro. Se erra, ele vai em cima do que você errou. É uma pessoa que tem uma experiência incrível de humor e consegue até me inibir para não ser mais engraçado que ele, o que é difícil”, comenta.

HISTÓRIA DE AMOR

Em 2020, Sidney Magal será visto novamente nas telonas em Meu Sangue Ferve Por Você, uma biografia musical de sua vida com a esposa Magali. O ator José Loreto o interpretará na versão jovem. “A história é de quando eu tinha 29 anos, e a minha mulher, 17. Farei apenas uma participação, ajudar no repertório e em tudo o que for necessário”, declara. A expectativa dele para este momento é grande. “É um filme que vai me deixar muito feliz, porque minha história de amor, realmente, é muito bonita e eu queria passar isso para as pessoas”, conclui o artista cinéfilo.

*O repórter viajou a convite da Warner Bros. Pictures Brasil

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