Evelyn Castro: uma vida dedicada à música

Revelada no reality 'Fama', cantora e atriz é um dos nomes mais requisitados do teatro musical, além de brilhar na TV, no cinema e no YouTube

Foto: Andrea Rocha/Divulgação
Revelada no reality 'Fama', cantora e atriz é um dos nomes mais requisitados do teatro musical, além de brilhar na TV, no cinema e no YouTube - FOTO: Foto: Andrea Rocha/Divulgação

No dia 17 de setembro de 2005, a TV Globo exibia a final da quarta e última temporada do reality musical Fama. A edição que consagrou o baiano Fábio Souza como vencedor, também ficou marcada como uma conquista da segunda colocada: a carioca Evelyn Castro. A partir daí, a cantora, que também tinha afinidade com o teatro, conseguiu espaço em vários musicais de destaque no eixo Rio-São Paulo. Além de passagens pela TV, no cinema e nos palcos, ela também integra há mais de um ano o elenco fixo do canal Porta dos Fundos no YouTube, onde seu nome ficou mais em evidência.

“Eu sou grata a essa época por ter me trazido tanto ensinamento. Aprendi muito a lidar com a pressão, porque era um programa ao vivo. Ali eu aprendi a ser profissional. Então, sou muito grata a essa época que me formou até hoje”, conta a cantora e atriz, em entrevista ao Jornal do Commercio.

Unir as duas paixões para Evelyn Castro sempre foi fácil. Mas o carinho pela música sempre a conquistou mais: “Eu confesso que gosto muito de cantar. Por mais que eu fique só atuando, eu vou arrumar um jeito de cantar. Eu sou uma cantora que virei atriz, mas é muito doido, porque na minha infância eu queria muito ser atriz de teatro. E eu comecei fazendo teatro, então acho que uma coisa completa a outra”.

Por tamanho talento ao subir nos palcos para cantar e atuar, Evelyn tem em seu currículos passagens marcantes em musicais como Tim Maia, Vale Tudo (considerado o mais bem sucedido do gênero no teatro brasileiro), Cássia Eller – O Musical e o recente Vamp – O Musical.

“O teatro musical está em ascensão. Mas acho que a gente se compara muito com a famosa Broadway e não há necessidade disso, porque temos muita coisa rica por aqui. E nós tivemos anos atrás o Teatro de Revista, que deixou tanta coisa boa. Então não é algo que é novidade, temos que buscar na nossa própria cultura”, avalia a artista.

Sobre a veia musical, Evelyn Castro contou quem a inspira neste meio. “Tina Turner é a primeira de todas. Tim Maia, Jorge Ben Jor, Gloria Gaynor, meus pais ouviam muito isso, as grandes divas dos anos 70. Tim Maia era praticamente lição de casa. Michael Jackson... Toda essa galera, principalmente da black music, tanto os internacionais, quanto aqui no Brasil também”, afirma a cantora, que busca uma sonoridade de soul com rock, algo que ela promete levar aos palcos em um show solo ainda este ano.

Enveredando pela atuação, a morena conta que estar no Porta dos Fundos tem sido uma grande experiência: “Eu amo fazer o Porta porque gosto muito de falar sobre aquilo ali. Faz muito parte do que eu sou também. De levantar questões, instigar, ainda mais através da comédia. Não é uma comédia jogada fora. Eu gosto muito, sou muito grata ao grupo, é onde eu me sinto mais em casa”. A atriz entrou no grupo após Fábio Porchat vê-la em um trailer de filme. O convite veio da Nataly Mega, atual esposa de Fábio, que na época era produtora executiva do canal no YouTube.

Além da web, Evelyn pode ser vista como Marraia Carey série Tô de Graça, no canal fechado Multishow – que ganhará uma adaptação para o teatro em abril no Rio de Janeiro – e nas telonas em breve, como a mãe de santo Cacilda de Assis na cinebiografia do apresentador Chacrinha.

VIDA NO PALCO

Mãe do pequeno Juan, de 3 anos, perguntamos como seria um musical sobre a vida de Evelyn Castro: “Teria que ter a música Milagreiro (do Djavan), alguma do Tim Maia – porque ele transformou a minha vida, desde pequenininha, na minha influência musical, quanto profissional fazendo o musical dele. E As Coisas Tão Mais Lindas da Cássia Eller, porque essa mulher me deu grande força para ser mãe, e mãe artista, enquanto fiz seu musical. Já o roteiro seria algo relacionado à fé. Minha vida foi movida a ela. A fé em Deus e naquilo que a gente não sabe exato o que é, mas que move tudo. Teria muita espiritualidade”, idealiza.

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