ILUSTRADOS

Parceria de Ziraldo e Mauricio de Sousa rende livros infantis

Dois dos maiores autores de títulos para crianças do País, cada um desenhou o roteiro de outro para compor novas obras

Diogo Guedes
Diogo Guedes
Publicado em 14/04/2013 às 5:20
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FOTO: Divulgação
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Boa parte da crianças brasileiras, aos menos nos últimos 50 anos, pôs na prática o aprendizado da leitura com eles – e de que serviria saber juntar as sílabas se não para ler os livros infantis e histórias em quadrinhos que antes eram lidos como objetos mágicos pelos pais e irmãos mais velhos? Ziraldo, 80 anos, e Maurício de Sousa, 77 anos, são verdadeiros titãs da produção de obras infantis nacionais: sem exagero, o começo da carreira dos dois pode ser usado como marco do surgimento das HQs modernas no Brasil.

Então, quando eles se reúnem para trabalhar juntos criando dois livros, a expectativa não poderia ser maior. Os dois são os maiores nomes desde Monteiro Lobato para os leitores infantis, com repercussões fora dessas áreas de atuação; Ziraldo no humor adulto e político, Maurício de Sousa na presença em várias mídias dos seus personagens.

“Não sei se é o encontro de dois gigantes, mas é pelo menos o encontro de dois velhinhos”, brinca Ziraldo, em entrevista por telefone ao Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro. A parceria, ele conta, veio da ideia do seu editor na Melhoramentos, casa que publica trabalhos dos dois. “Pensaram: os dois desenham e escrevem; por que não juntá-los?”. Em 2011, saiu o primeiro resultado, fruto do roteiro do criador do Menino Maluquinho e do desenho do pai da Mônica: O maior anão do mundo, de premissa engraçada e com toques do humor veloz de Ziraldo. Nela, um anão de altura ainda maior que os homens comuns procura sua verdadeira vocação na vida.

Agora chega às livrarias o segundo trabalho da dupla, O reizinho do castelo perdido, em que cada um dos autores inverte o papel. A história construída por Maurício é uma espécie de parábola, com tema mais sério. Um reizinho que costumava ouvir seu povo é isolado em um castelo distante por recomendação dos seus ministros – o problema é que separação física se torna uma separação de fato entre rei e súditos.

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Ilustração de Mauricio de Sousa para o livro O maior anão do mundo - Divulgação
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Ilustração de Mauricio de Sousa para o livro O maior anão do mundo - Divulgação
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Capa de O maior anão do mundo, de Ziraldo e Mauricio de Sousa - Divulgação
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Capa de O reizinho do castelo perdido, de Ziraldo e Mauricio de Sousa - Divulgação
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Ilustração de Ziraldo para o livro O reizinho do castelo perdido - Divulgação
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Ilustração de Ziraldo para o livro O reizinho do castelo perdido - Divulgação

“Eu fiz uma história bem debochada sobre o maior anão do mundo. Ficou divertido, mas o mais engraçado é que eu fiz algo humorístico e, sem combinar, o Maurício fez uma coisa mais romântica, clássica. Então, procurei fazer uma ilustração com esse tom mesmo”, explica Ziraldo.

Maurício, do seu estúdio em São Paulo, concorda. “Minha história eu criei baseada em uma ideia de anos atrás, que eu pensava que merecia ser feita para um livro. Ela ficou 30 anos perdida na minha cabeça é uma crítica que estava engasgada na minha garganta. Quando entreguei a história, até brinquei com Ziraldo: ‘Essa devia ser a sua; é você quem é o crítico político entre nós dois’”, brinca.

Leia mais no Jornal do Commercio deste domingo (14/4).

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