PATROCÍNIO

Bienal do Livro ainda espera apoio do governo estadual

Feira tem atrações garantidas, mas não tem nenhum incentivo da Empetur ou da Secretaria de Educação

Do JC Online
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Publicado em 21/08/2013 às 6:23
Bernardo Soares/JC Imagem
Feira tem atrações garantidas, mas não tem nenhum incentivo da Empetur ou da Secretaria de Educação - FOTO: Bernardo Soares/JC Imagem
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A 45 dias do início da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, organizada pela produtora pernambucana Cia de Eventos entre 4 e 13 de outubro, a feira enfrenta indefinição orçamentária, mesmo com parte das atrações definidas. A Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), uma das patrocinadoras em edições anteriores, ainda não decidiu se vai apoiar a 9ª edição do evento. A informação surge depois da notícia de que Empetur havia destinado R$ 3,5 milhões para a Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), devolvidos ao órgão estadual depois de matéria da Folha de S. Paulo que aponta o montante liberado sem edital e o parentesco entre Antonio Campos e o governador do Estado, Eduardo Campos.

“Estamos vendo que a Empetur não está compreendendo o movimento que a Bienal de Pernambuco representa. Antes, dentro desta mesma gestão do governo estadual, ela foi merecedora de crédito e incluída até no calendário oficial do Estado por seus próprios méritos”, aponta o produtor da feira, Rogério Robalinho. Segundo ele, até agora a Empetur não só não deu suporte ao evento – pediu para a Bienal se submeter aos editais existentes, no qual não foi contemplada em nenhum –, como também cobrou o preço de tabela para o aluguel do Centro de Convenções, com prazo que vence no final de agosto. “Faremos todos os esforços para pagar”, afirma o gestor.

A parceria para distribuição de bônus de compra de livros com a Secretaria de Educação também aguarda a deliberação do órgão estadual. “Tratam a Bienal de Pernambuco como se ela não tivesse conquistado nada. Como entender esse grau de indefinição tão próximo à realização do evento?”, questiona. Robalinho lembra que a feira do livro pernambucana é reconhecida como uma das três maiores do País e movimentou, segundo ele, cerca de R$ 40 milhões em 2011, com um orçamento de R$ 2,5 milhões. Apesar da falta de apoio público, o produtor afirma que negocia parceria com sindicatos de professores para garantir descontos aos profissionais, além da captação via empresas privadas.

Entre os acertos da feira para a 9ª edição, uma das novidades é a mudança do local dos debates literários. Depois dos problemas com o barulho da feira em anos anteriores, o Círculo de Ideias acontecerá no Auditório Beberibe. Autores como José Roberto Torero, José Castello, Paula Pimenta, Índigo, pseudônimo de Ana Cristina Ayer, e Raphael Dracon já estão confirmados, além de dois nomes internacionais: o escritor indiano radicado na Inglaterra Hari Kunzru, que lança no Brasil Gods without men (Deuses sem homens, em tradução livre), e sua esposa, a romancista americana Katie Kitamura.

“Vamos realizar também a primeira mesa de glosa da Bienal”, adianta o curador do evento, Wellington de Melo. Estão confirmados também debates em parceria com o Fórum Pernambucano em Defesa das Bibliotecas, do Livro e da Leitura e com a Rede de Bibliotecas Comunitárias e eventos de formação de leitores, como a Bienalzinha.

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