FEIRA

Primeiro fim de semana da Bienal do Livro divide opiniões

Livreiros apreciam movimentação, mas divergem sobre volume de negócios até agora no evento

Diogo Guedes
Diogo Guedes
Publicado em 07/10/2013 às 5:49
Sérgio Bernardo/Divulgação
Livreiros apreciam movimentação, mas divergem sobre volume de negócios até agora no evento - Sérgio Bernardo/Divulgação
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O final de semana foi o primeiro teste da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. O evento abriu suas portas na última sexta e, nesses primeiros dias, o retorno da movimentação dividiu opiniões. Alguns livreiros comemoraram um volume de compras parecido com o de outras edições, mas houve reclamações sobre a ausência do apoio estadual com os bônus educativos para professores e também de demora para pagamentos das prefeituras. O público compareceu em bom número, principalmente na tarde do sábado e no dia de ontem, segundo a organização do evento - os números de visitantes só são calculados ao final da feira, no próximo domingo.

Segundo o livreiro Carlos Galvão, do estande Com Texto, com mangas, livros infantis e obras de outros gêneros, havia receio sobre a edição deste ano. "A gente tinha uma expectativa negativa por conta dos desencontros da organização, mas acreditava no potencial de vendas no Recife", conta o expositor. "A nossa aposta está sendo feliz. O volume de vendas tem sido melhor do que o esperado, impressão partilhada por outros colegas".

Uma das preocupações dos comerciantes era sobre a demora do repasse dos valores, que, em edições anteriores, demoraram até seis meses. O apoio da Prefeitura de Olinda, por exemplo, foi rejeitado pelos livreiros em reunião ontem, pois o pagamento de 2011 demorou um ano para entrar na conta dos donos de estandes.

"A movimentação foi fraca - nem tanto de público, mas de vendagem mesmo. Acho os bancos estarem em greve e falta de bônus educativos do Estado foram prejudiciais. Na manhã de domingo, melhorou um pouco", opinou a livreira Danpubia Aline, da Nova Livraria. Apesar da perspectiva do apoio da Prefeitura do Recife, um dos temores de Danúbia era que o bônus fosse cedido em dinheiro, e não em crédito, o que faria os professores gastarem o montante de R$ 480 fora da bienal.

DEBATES
Entre os encontros de autores e leitores no Auditório Ribeira, dois campeões de público chamaram a atenção. O verdadeiro fenômeno da bienal até aqui foi a autora juvenil Paula Pimenta, que atraiu mais de 400 adolescentes para a sua conversa com a autora Índigo, mediada por Izabela Domingues, na sexta. Foi preciso trocar de auditório para comportar o público, e a escritora ficou até depois das 22h - a mesa estava prevista para começar às 17h30 - dando autógrafos e tirando fotos com os fãs.

O escritor de obras do gênero de fantasia, Raphael Draccon, lotou o espaço também para debater com Rinaldo Fernandes e Paulo Floro sobre a literatura fantástica. Ele comentou o anúncio do escritor  Paulo Coelho de que não irá para a Feira de Livros de Frankfurt por que nomes como Draccon, Eduardo Sphor e André Vianco não estão na lista oficial do governo brasileiro. "Fiquei honrado com a citação e compreendo a discussão que ele quer levantar. Acho que precisamos superar a ideia de que apelo estético e popularidade não podem andar juntos", afirmou.

Outras boas mesas, como a com o americano William Gordon ou com os gaúchos Paulo Scott e Carol Bensimon, receberam um público pequeno, mas com discussões interessantes.

Leia a matéria completa no Jornal do Commercio desta asegunda (7/10)

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