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Cesárea vira editora de livros digitais

Primeiro título, Polaroides, tem textos publicados no blog da escritora Adelaide Ivánova e vai ser lançado em março

Allan Nascimento
Allan Nascimento
Publicado em 15/02/2014 às 7:03
Foto: Breno Rotatori
Primeiro título, Polaroides, tem textos publicados no blog da escritora Adelaide Ivánova e vai ser lançado em março - FOTO: Foto: Breno Rotatori
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A Cesárea, publicação digital idealizada pelo jornalista Schneider Carpeggiani com a designer Jaíne Cintra, surgiu como revista para iPad e vai além na originalidade do projeto, transformando o título em um selo de livros digitais, com o primeiro lançamento previsto para o próximo mês. A ideia surgiu depois que Carpeggiani foi convidado pela escritora e fotógrafa recifense radicada na Alemanha Adelaide Ivánova para editar um livro que ela pretendia lançar. “Sem dinheiro e sem editora para publicar, pensei que poderíamos juntar as duas coisas”, explica o jornalista.

Assim, a primeira obra, Polaroides, é uma coletânea com textos publicados por Ivánova no blog Vodca barata – Bolhas, champanhe, cowboy, que desde 2009 ela mantém na web. “Ainda vamos publicar Os sete pilares da Apostasia, de Fernando Monteiro, que deve ser lançado em abril, e um livro com poemas traduzidos por Ricardo Domeneck, que vamos lançar em maio. Esse último reúne os principais autores que ele traduziu”, conta. Entre eles, está a escritora americana Gertrude Stein.

Fora os já citados, até o fim do ano Schneider pretende relançar Aspades ets etc., romance de Fernando Monteiro editado em 1998. “Esse livro teve uma repercussão muito grande na época em que foi lançado, ganhou um prêmio em Portugal, mas hoje está fora de catálogo”, explica.

“Em Aspades, Fernando trabalha a literatura como doença – num texto que atualiza Jorge Luís Borges. Enfim, é um trabalho parecido com o que autores canônicos como Enrique Vila-Matas e Roberto Bolaño faziam no mesmo período, só que Fernando ficou isolado, sem o reconhecimento merecido”, explica Schneider, que não acreditava que o escritor aceitaria o relançamento do título. Entusiasta das novas mídias, o editor da Cesárea ainda explica que uma das coisas boas da tecnologia é realizar esse projeto gastando quase nada.

Indo ainda mais além, Schneider também explica que, diferentemente da revista, que é possível ser acessada somente no iPad, os e-books da Cesárea poderão ser lidos em qualquer dispositivo digital. Serão disponibilizados em um site, que vai entrar no ar próximo ao lançamento do primeiro título da editora.

Conheça os textos de Adelaide Ivánova no blog Vodca barata.

Leia matéria completa na edição deste sábado (15/02) do Caderno C, no Jornal do Commercio.

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