DEBATE

Salgado Maranhão fala sobre a importância de Torquato Neto na Mimo

O poeta e letrista maranhense é um dos convidados do Fórum de Ideias nesta sexta (5/9)

Diogo Guedes
Diogo Guedes
Publicado em 05/09/2014 às 11:43
Foto: Divulgação
O poeta e letrista maranhense é um dos convidados do Fórum de Ideias nesta sexta (5/9) - Foto: Divulgação
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O poeta e letrista Salgado Maranhão só tinha 19 anos quando saiu com um amigo para entrevistar um dos principais nomes da cultura nacional, em 1972: o piauiense Torquato Neto, um dos mentores da Tropicália. Nascia ali uma amizade e uma influência que o autor maranhense levaria para a vida toda, tanto em sua obra em versos como nas letras que criou para nomes como Paulinho da Viola e Ney Matogrosso.

Nesta sexta (5/9), Salgado participa do Fórum de Ideias do Mimo 2014, na Livraria Cultura d Paço Alfândega, a partir das 16h. O tema é a sua trajetória poética e também a relação com Torquato, influência fundamental para seus versos e para toda uma geração de compositores e escritores.

“Eu estava em Teresina, escrevia em um jornal de lá, mas só tinha 19 anos”, conta Salgado, em entrevista ao JC. Desde o início, Torquato se mostrou uma pessoa muito aberta e simpática. “Ele era conhecido por ser generoso. Eu era novo, já tinha lido muitos clássicos, mas não conhecia a poesia concreta ou João Cabral de Melo Neto. Torquato era muito antenado, ele que me mostrou esse caminho da vanguarda”, recorda Salgado.

Autor de Palávora e Mural de ventos, vencedor do Jabuti em 1999, o poeta vem lançar por aqui o volume O mapa da tribo, que saiu pela editora 7Letras. Segundo ele, a presença do contexto cultural dos anos 1970 é fundamental para se entender a sua obra. “O formato que tinha mais repercussão no Brasil sempre foi a canção. O cancioneiro popular sempre foi de muita qualidade, mas, depois de Vinicius de Moraes, a preocupação poética cresceu. A Tropicália turbinou tudo isso, especialmente através de Torquato”, descreve.

Torquato, segundo Salgado Maranhão, foi importante não só para a música, mas para a poesia também. “Ele influenciou a literatura marginal com suas atitudes irreverentes. Ele não só escrevia: dizia que um poeta não se faz só com versos. Éramos uma geração de atitude”, aponta o poeta. Um dos diferenciais do período era reafirmação de que o verso não tinha morrido, conectando-se com as vanguardas e também com os autores marginais.

Leia a matéria completa no Jornal do Commercio desta sexta (5/9)

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