ESCRITA

Clube do Livro #LeiaMulheres debate Ana Cristina César

Projeto defende uma maior visibilidade para a literatura feita por mulheres

Do JC Online
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Publicado em 19/03/2016 às 5:17
Divulgação
Projeto defende uma maior visibilidade para a literatura feita por mulheres - FOTO: Divulgação
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O “jazz do coração” da poeta carioca Ana Cristina César (1952-1983), um dos principais nomes da poesia marginal, vai ser debatido neste sábado (19)  em 16 cidades do Brasil. Os encontros são parte da programação de um ano da criação dos primeiros clubes de leitura do projeto #LeiaMulheres, que se propõe a debater a obra de autoras para da visibilidade à produção literária feminina. No Recife, o encontro, aberto ao público e gratuito, acontece no Edifício Texas, a partir das 16h.

“Nesse um ano de existência nacional, vi os clubes de leituras alcançarem lugares até do interior, sempre pensando de maneira crítica a presença das mulheres na literatura”, comenta Priscilla Campos, uma das organizadoras do projeto no Recife ao lado de Carol Almeida e Carolina Morais. “Por aqui, sentimos mesmo a simpatia das pessoas. Vi gente que foi ao primeiro encontro e que seguiu indo no segundo, no terceiro. É legal ver pessoas que pararam para ler e pensar a posição dessas autoras na literatura brasileira e mundial.”

No encontro de hoje no Recife, o debate será sobre a poesia de Ana C., como carinhosamente é chamada, não sobre uma obra específica. Uma das inspirações para falar na autora carioca é a homenagem que a Festa Literária Internacional de Parati (Flip) – ela é apenas a segunda mulher a virar tema do festival nas 14 edições de existência. “A poesia costuma ser um gênero periférico nas discussões literárias, tanto que Ana C. é a primeira poeta de que falaremos no clube no Recife”, comenta Priscilla.

Segundo a organizadora, a poesia de Ana Cristina é “pessoal e amorosa, mas tem um viés coletivo muito próprio, ela traz o político e o social para o que é cotidiano”. “Não ter um livro específico para debater é uma forma de refletir também sobre o papel dela na literatura, a singularidade dela dentro do cenário”, explica.

Para a organizadora, a experiência do grupo de leitura tem sido importante. “As pessoas iam antes por curiosidade, agora vejo irem e participarem mais, emitirem suas opiniões. Até porque a gente sempre lembra que não é uma palestra da gente, é um clube aberto”, opina.

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