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Nina Horta, cronista de gastronomia, morre aos 80 anos em SP

Empresária, colunista da Folha de S.Paulo e autora de livros, ela lutava conta um câncer

Estadão Conteúdo
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Publicado em 07/10/2019 às 12:00
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Foto: Instragram/Companhia das Letras
Empresária, colunista da Folha de S.Paulo e autora de livros, ela lutava conta um câncer - FOTO: Foto: Instragram/Companhia das Letras
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A cronista de gastronomia Nina Horta morreu aos 80 anos na noite deste domingo, 6, em São Paulo. Empresária, colunista do jornal Folha de S.Paulo e autora de livros como O frango ensopado da minha mãe e Não é Sopa!, Nina lutava contra um câncer e foi vítima de infecção generalizada.

O velório está sendo realizado na manhã desta segunda-feira, 7, e o enterro estava marcado para as 11h, no Cemitério do Morumbi.

Nina foi uma das maiores cronistas de gastronomia do País. Mantinha sua coluna na Folha desde 1987. Seu último post foi no dia 6 de fevereiro. Em Pequenas Coisas, contava a história de uma "casinha jeitosa" que sobreviveu, sozinha, ao estouro da barragem de Brumadinho.

CRÔNICAS

Sua primeira coletânea de crônicas, Não é Sopa! (Cia. das Letras), foi publicada em 1995. Em 2016, ganhou o Prêmio Jabuti de gastronomia com O Frango Ensopado da Minha Mãe (Cia. das Letras), que reunia textos publicados no jornal nos últimos 20 anos. O livro é leitura obrigatória para quem gosta de ler e comer.

Mineira, Nina Horta passou a maior parte de sua vida em São Paulo, mas tinha verdadeira paixão por Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, onde manteve um sítio por mais de 30 anos.

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A Companhia das Letras lamenta profundamente o falecimento de Nina Horta, colunista de gastronomia da Folha e autora de "Não é sopa" e "O frango ensopado da minha mãe". Luiz Schwarcz, CEO da editora, escreveu um texto em sua homenagem, "Uma grande escritora que cozinhava tão bem quanto escrevia". Leia abaixo: Acabo de saber que morreu Nina Horta. Foi antes de mais nada uma grande amiga, da família. Ela cozinhava como escrevia, maravilhosamente bem. Suas receitas pareciam feitas para serem degustadas das duas formas, na boca e no papel. Cozinhava crônicas deliciosas que publicava na Folha, no UOL e na Companhia das Letras. Durante muitos anos foi responsável por todos os jantares para escritores estrangeiros em nossa casa. Nessas ocasiões eu tinha que arrastá-la para a sala, e ela ou me evitava, ou vinha por um minuto e escapulia. Muitas vezes saía antes da festa acabar para evitar a peleja comigo: “Nina você é nossa autora, está aqui em duplo papel, é nossa convidada”. Ela sorria timidamente e voltava para acompanhar a feitura do buffet. Seu texto era totalmente singular, cheio de humor e, como toda boa literatura, trazia surpresas, preparava o inesperado como o último toque de um prato perfeito. Muitas metáforas culinárias serviriam para defini-la: tinha um olhar doce, sorriso farto, humor ácido, inteligência deliciosa. Nenhuma delas porém chega aos pés das crônicas da Nina, nem explicam a grande falta que ela fará. #ninahorta #nãoésopa #ofrangoensopadodeminhamãe #companhiadasletras

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