Entrevista

"Não tivemos nenhuma restrição da produção"

A Caravana do Delírio explica que organizadores do show não fizeram nenhuma recomendação sobre o conteúdo das letras das músicas

Diana Moura
Diana Moura
Publicado em 17/05/2011 às 6:00
Raíza Bruscky/Divulgação
FOTO: Raíza Bruscky/Divulgação
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Formada em 2007, A Caravana do Delírio lançou dois EPs e hits como Mãonogamia e Ups, coloquei uma foto sua pelada na internet, compostos por Matheus Torreão. Apesar disso, avisa: "Não somos uma banda de escracho".

JC – Como vocês receberam o convite para abrir o show do Restart?

MATHEUS TORREÃO – A gente estranhou, mas era a grande chance de tocar para um grande público. Fizemos por isso e não pela grana. Não recebemos nada, a não ser duas pizzas médias e refrigerante.

JC – Vocês já tinha tocado para um público desses?

MATHEUS –Nada. No máximo, levamos cerca de 150 pessoas ao show. Lá tinha seis mil! Deu para se queimar legal...

JC – Vocês esperavam polêmica ao citar masturbação?

MATHEUS – A gente não queria "causar". Fizemos o de sempre. Não somos uma banda de escracho e não tivemos nenhuma restrição da produção. Geralmente Mãonogamia é a mais pedida. Não vimos crianças no front stage, só adolescentes e adultos, como nos shows. E olhe que a apresentação foi comportada.

JC – Como surgiu a ideia de Mãonogamia?

MATHEUS – Começou numa conversa entre amigos, numa festa. Foi quando alguém achou legal e disse: “Dá uma boa música”. Topamos a ideia e resolvemos gravar.

JC – O que vai acontecer com a Caravana após toda essa polêmica?

MATHEUS – Primeiro, é bom explicar que não queríamos ofender ninguém, nem somos oportunistas, apenas músicos que estão a fim de fazer uma carreira. Mas já que teve toda essa polêmica e não temos show marcados, quem sabe se essa história de masturbação não dê uma mãozinha na nossa carreira?

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