TRILHA SONORA

Uma ópera pop sobre a era Maurício de Nassau

Laílson e Fábio Valois assinam o musical. Trilha será lançada nesta terça, no Downtown Pub. Espetáculo está previsto para março de 2012

José Teles
José Teles
Publicado em 25/10/2011 às 10:31
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O conde, depois príncipe, alemão Johann Moritz von Nassau-Siegen (1604/1679), passou pounco tempo na capitania de Pernambuco, sete anos. Mas sua memória se perpetua no tempo. Dezenas de livros de história ,romances, peças teatrais invocam o período “holandês” no Brasil. Agora se junta a esta obra “maurícia”, uma ópera, ou melhor Nassau – uma ópera pop pernambucana, assinada pelo jornalista, escritor, cartunista e músico Laílson de Holanda Cavalcanti e o tecladista Fábio Valois.

A ópera só chega aos palcos no primeiro trimestre do ano que vem, o disco com a trilha será lançado nesta terça (25) a partir das 21h, no Downtown Pub (Rua Vigário Tenório, 105, Bairro do Recife). Lailson avisa que será o lançamento do disco mesmo, sem o indefectível pocket show: “O disco será tocado no Downtown e serão projetados seis clipes com as letras para que se entenda melhor o trabalho. No palco será diferente: terá a orquestra sinfônica, os coros, os cantores”. Cada convidado leva para casa um CD da ópera, que não foi colocada à venda.

Laílson conta que há tempos alimentava a idéia de fazer este trabalho, mas ele começou a nascer para valer, numa conversa casual com Fábio Valois: Foi em maio de 2009. Ele (Valois) havia tocado num disco que eu gravava e que não foi terminado. Depois, desenhei a capa de um disco dele. Conversamos sobre tocar juntos e eu disse que queria fazer uma coisa maior, uma ópera”

Além de Fábio Valois nos teclados e programações, Nassau conta, no disco, com a guitarra de Luciano Magno. Mais cantores líricos e de música popular, alguns bem conhecidos como André Rio e Alcymar Monteiro. O próprio Laílson canta solo e dobra vozes em algumas faixas. Já na encenação de palco, a música será enriqueceida por uma orquestra sinfônica.

Foram dois anos e meio, até a dupla chegar às 22 músicas do trabalho, que tem como base o livro O valeroso lucideno e triunfo da liberdade na restauração de Pernambuco, de frei Manuel Calado de Salvador, que Lailson conseguiu, em fac-simile, na Internet: “É um trabalho eclético, mais pop do que rock, tem do frevo ao erudito”, adianta. O período enfocado por ele, autor das letras, é o que precede a volta de Maurício de Nassau para a Europa, e tem como gancho uma questão que perdura até hoje no imaginário do pernambucano (e do brasileiro): “E se Mauricío de Nassau não tivesse voltado? Se houvesse tornado rei, e Pernambuco um país separado de Portugal?

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