Blues

Bluesman de alma recifense

Karl Dixon é a principal atração do Oi Blues by Night

AD Luna
AD Luna
Publicado em 26/10/2011 às 6:03
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Apesar de incomum, não é tão difícil encontrar músicos brasileiros que passaram a dar mais valor a elementos musicais do seu país quando viajaram ao exterior ou ouviram estrangeiros exaltarem a cultura verde e amarela. Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, e Ed Motta são alguns exemplos. Principal atração de hoje à noite do projeto Oi Blues by Night, que acontece no Spirit Music Hall, o cantor americano Karl Dixon, curiosamente, aprendeu a se interessar mais por blues influenciado por um instrumentista recifense.

“Giovanni (Papaléo) me apresentou ao blues”, revela Dixon referindo-se ao idealizador do Oi Blues e baterista da Uptown, banda que o acompanha no show de logo mais e nos outros marcados para acontecer em Teresina, Maceió, Natal e João Pessoa. “Apesar de estar na raiz da nossa cultura, o blues não é uma música mainstream. E os negros do meu país, principalmente os jovens, preferem ouvir rap, hip hop ou artistas pop como Beyoncé. Acho incrível como os brasileiros amam o blues”, entusiasma-se.

Nascido na Carolina do Norte e radicado em Nova Iorque, Karl Dixon, 50 anos, é filho da música gospel. Ele começou a aprender a cantar na igreja, por influência (na verdade, quase por imposição) do seu pai, que era pastor. Com o passar do tempo, o jovem Dixon foi se libertando da rigidez paterna e religiosa e foi acrescentando outros elementos ao seu estilo pessoal.
Hoje, ele transita com desenvoltura e naturalidade por músicas da linha jazz, soul e por obras de artistas aparentemente distintos como Marvin Gay, Ray Charles, Aretha Franklin, Led Zeppelin, Black Eyed Peas ou Snoopy Dogg.

Karl Dixon não é desconhecido do público pernambucano, que já o aplaudiu no Garanhuns Jazz Festival e no Jazz Porto, em Porto de Galinhas. Foi no show da famosa praia pernambucana que Dixon relata um dos momentos mais marcantes da sua carreira. “Depois da apresentação, os membros de uma família inteira, um por um, vieram me agradecer pelo que ouviram. Isso me tocou bastante e nunca aconteceu em nenhum outro lugar do mundo”, rememora o carismático vocalista.

Leia a matéria completa no Caderno C desta quarta (26).

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