CHÃO

Lenine lança turnê do álbum Chão no Recife

Músico pernambuco se apresentou no Teatro Luiz Mendonça ao lado do filho Bruno Giorgi e do amigo JR Tostoi

Marina Andrade
Marina Andrade
Publicado em 19/03/2012 às 5:09
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A estreia da turnê Chão, do pernambucano Lenine, lotou o Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, na noite da última sexta e do sábado. Há cerca de um ano, o cantor inaugurava o espaço que serviu, agora, para o lançamento do inovador álbum, décimo da carreira e no qual experimenta várias sonoridades. No palco, Lenine, o filho Bruno Giorgi e o amigo e companheiro musical JR Tostoi surpreenderam uma plateia formada por familiares, convidados e muitos fãs. Se nas palavras do próprio cantor chão é: “Aquilo que nos sustenta”, estrear a turnê no Recife foi uma escolha mais do que acertada.

 

Com quase 30 anos de carreira, o pernambucano dividiu a direção musical do show com o filho Bruno e trouxe um concerto simples, que se sustenta na boa música escutada pelos três homens que dividem o palco, com uma decoração enxuta e bela. Iniciando o show com a ótima Isso é só o começo, Lenine mostrou ao público um trabalho diferente, cheio de batidas eletrônicas, intervenções sonoras e com vários instrumentos de corda, mas sem percussão. Como chegou a afirmar em várias entrevistas antes do lançamento de Chão, tirar um instrumento como a bateria do novo álbum não foi uma decisão fácil. No entanto, resultou em um ótimo trabalho que consegue ser executado no palco com sobriedade.

 

Logo em seguida o cantor emendou as canções Chão, Se não for amor eu cegue e Amor é pra quem ama, na mesma ordem do disco e foi, pouco a pouco, conquistando o público que ainda se adaptava as novas concepções sonoras, mas logo começou a acompanhar cada música. “Chão é um projeto íntimo que nos possibilitou usar vários sons e nós estamos experimentando. O título é Chão porque chão é aquilo que nos sustenta, tinha que lançar aqui”, afirmou com entusiasmo, em um dos poucos momentos que interagiu com o público. “Vocês me conhecem, sabem que eu falo pouco, prefiro tocar o máximo de tempo que puder”, disse em outro momento.

 

Ao ter experiência de ver um trabalho como Chão ser executado ao vivo, com uma ótima estrutura de palco e qualidade de som, proporcionada pelo sistema o sistema surround (o som atinge a plateia em várias direções) fica a impressão que o pernambucano construiu uma carreira com discos e momentos muito diferentes ao longo dos anos, contudo não demoramos até encontrar certa unidade. Lenine é um artista carismático que sabe se comunicar com o seu público e talvez, por isso, tenha construído uma carreira tão sólida. Na execução da interessante Envergo, mas não quebro, a plateia cantou calorosamente com o músico: “Em noite assim como esta/ Eu cantando numa festa/ Ergo o meu copo e celebro/ Os bons momentos da vida/ E nos maus tempos da lida/ Eu envergo, mas não quebro”.


Leia mais no JC desta segunda (18), no Caderno C

 

 

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