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"O público é nosso tesouro!", afirma cantor de O Teatro Mágico

Banda paulista toca, hoje, no Teatro da UFPE

AD Luna
AD Luna
Publicado em 23/03/2012 às 6:03
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Os números impressionam. Seis milhões de downloads de suas músicas, mais de 120 mil cópias de DVDs e cerca de 400 mil CDs vendidos em oito anos de carreira sem qualquer suporte de gravadora ou exposições massivas no rádio e na TV. Assim é O Teatro Mágico, uma das bandas mais bem-sucedidas do circuito musical independente do Brasil, que se apresenta hoje, a partir das 21h, no Teatro da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária.

“Essa vai ser a primeira vez que levamos o show do terceiro disco, A sociedade do espetáculo, para o Recife, com novos cenários, novos músicos e artistas circenses. Estamos numa expectativa grande porque o pessoal daí sempre nos recebe com muito carinho”, diz, por telefone, o ator, cantor e compositor Fernando Anitelli, idealizador e líder da trupe.

Atualmente o grupo conta com nove pessoas – dois atores e sete músicos – e une elementos de artes cênicas com poesia e prosa. Exemplo disso é seu próprio nome, o qual foi inspirado em trecho do livro O lobo da estepe, do escritor alemão ganhador do Prêmio Nobel de Literatura Hermann Hesse.

O som é uma mistura de referências bebidas de fontes da música brasileira (Clube da Esquina, por exemplo) e do pop internacional. Nesse caso, ao se ouvir O Teatro Mágico é impossível não associar seu trabalho a The Dave Matthews Band, grupo americano fortemente influenciado por jazz fusion. “Sou fã mesmo. É realmente uma grande referência. Chegamos a abrir um show deles no Rio de Janeiro. Foi sensacional”, conta Anitelli.

Fernando Anitelli conta que houve mais espaço para a gravação de músicas de outros compositores ou de canções feitas em parceria, a exemplo de Da entrega, Amanhã...será?, Quermesse, Novo testamento, Folia no quarto.

Ainda nesse contexto, a música O que se perde enquanto os olhos piscam simboliza e sintetiza bem o espírito colaborativo e internético de O Teatro Mágico. “Ela foi feita junto com nossos fãs. Um dia estava no Twitter e comecei a conversar com as pessoas sobre coisas e sentimentos que a gente perde e não se dá conta. Elas também colaboraram com os arranjos. O público é o nosso tesouro!”, exalta.

O show esta noite conta com a participação do cantor pernambucano e amigo da banda Silvério Pessoa.

Leia a matéria completa no Caderno C desta sexta (23).

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