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Justin Bieber tenta passar para a idade adulta com seu novo álbum "Believe"

O cantor precisa enfrentar a difícil transição para a idade adulta, mantendo seus fãs que crescem com ele ao mesmo tempo em que renova o seu público

Juliana Regis
Juliana Regis
Publicado em 14/06/2012 às 11:30
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O cantor precisa enfrentar a difícil transição para a idade adulta, mantendo seus fãs que crescem com ele ao mesmo tempo em que renova o seu público - FOTO: Foto: Reprodução
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Com 18 anos de idade, o ídolo adolescente Justin Bieber tenta agora passar para idade adulta com "Believe" (Island Records/Universal), um álbum com sons urbanos destinado tanto para o público de boates quanto para as jovens admiradoras do ídolo.

Descoberto na internet aos 13 anos por seu agente Scooter Braun e pelo cantor Usher, o jovem canadense se tornou um fenômeno mundial nos últimos anos.

Criado nas redes sociais, possui 44 milhões de fãs no Facebook, 23 milhões de seguidores no Twitter e seus vídeos foram vistos 2,7 bilhões de vezes no YouTube.

Segundo a revista Forbes, Justin Bieber ganhou 108 milhões dólares ao longo dos últimos dois anos.

Mas o fenômeno, seguido por um bando de adolescentes por onde passa, agora precisa enfrentar a difícil transição para a idade adulta, mantendo seus fãs que crescem com ele ao mesmo tempo em que renova o seu público. Um desafio que resultaram em fracasso para muitas estrelas adolescentes.

Durante vários meses, o cantor trabalhou para mudar a sua imagem doce.

Ele substituiu a famosa franja por um corte estilo James Dean e foi fotografado saindo de um ringue depois de uma (falsa) luta para estampar a capa de uma revista.

"Believe" - um aceno para seus fãs, os "beliebers" - faz parte do mesmo plano de mostrar uma face mais madura.

"É um disco feito para tocar nas festas. O que quisemos foi manter sua base de fãs, adolescentes de 13-18 anos, mas também atrair os caras que gostam do ele faz e sabem que ele é legal", disse recentemente à revista americana Billboard um dos produtores do albúm, Rodney Jerkins.

DJ's

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Produzido por DJ's renomados - incluindo o afiado Diplo -, o álbum propõe recursos sonoros decididamente mais urbanos do que os anteriores "My World" (2009), "My World 2.0" (2010) e "Under the mistletoe" (2011).

Várias músicas têm uma pegada hip-hop, de "dança", com um toque de "dubstep", o mais recente estilo de música eletrônica.

Para passar um pouco mais de credibilidade, Justin Bieber, que não é um grande rapper, ofereceu duetos com algumas das novas estrelas da música urbana: os rappers Ludacris, Big Sean e Drake, assim como a cantora do momento, Nicki Minaj.

O conjunto, produzido de acordo com os cânones em voga nos últimos anos, está formatado para invadir os ouvidos ao lado dos mais recentes sucessos de Lady Gaga, Black Eyed Peas e David Guetta.

Justin Bieber não negligenciou o seu público feminino, com muitas baladas e letras que ainda se concentram no amor adolescente, com títulos como "Boyfriend" ("Namorado"), "As long as you love me" (Contanto que você me ame) ou "Die in your arms" (Morrer em seus braços).

Destinado a se tornar um sucesso mundial, "Believe" se beneficia de um mercado minucioso.

O cantor deixou seus fãs escolherem a capa do single "Boyfriend", previu bônus para aqueles que encomendarem os primeiros álbuns, viajou o mundo para fazer shows privados difundidos na internet.

E não pára por aí. O lançamento de "Believe" será seguido, em setembro, por uma turnê mundial. Apenas as datas americanas já foram anunciados.

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