Viola

Músicos mostram interesse renovado pela viola

Pesquisador Roberto Corrêa faz palestra no Recife sobre o instrumento

AD Luna
AD Luna
Publicado em 25/11/2012 às 11:48
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Herança da cultura portuguesa, a viola passa por uma interessante fase na atualidade. Em diversos cantos do Brasil, tem-se registrado uma nova procura pelo instrumento. Amanhã, o músico, compositor e pesquisador Roberto Corrêa conversa sobre o esse e outros temas na palestra A arte de pontear viola, no Conservatório Pernambucano de Música. O evento marca o encerramento da segunda edição do projeto Pesquisa.Música. A entrada é gratuita.

“Vou falar sobre a viola colonial, os caminhos que ela tomou no Brasil, das experiências que tive com mestres violeiros e das minhas próprias pesquisas”, adianta o mineiro. 

Também haverá demonstrações de técnicas usadas na execução da viola caipira e o potencial solista do instrumento. 

Roberto Côrrea é um dos maiores divulgadores da viola caipira. Ele apresentou o instrumento para pessoas de 30 países e gravou 19 discos. O violas de bronze, de 2009, foi feito em parceria com artista pernambucano Siba. Idealizou e cuida da curadoria do Voa viola – Festival Nacional de Viola. 

Na Universidade de São Paulo (USP) é doutorando do curso de musicologia, cujo objeto de pesquisa não é preciso muito esforço para adivinhar. 

De acordo com ele, esse ressurgimento do interesse pelo instrumento se dá pelo encantamento que ele desperta. “A viola dá ao músico a oportunidade de conhecer e se aprofundar na história da cultura brasileira”, expõe.

A viola chegou ao Brasil por meio da colonização portuguesa. “Há um relato de 1584 no qual o Frei Fernão Cardim (missionário e escritor católico) conta ter encontrado, em uma de suas visitas, índios tocando viola. Isso é curioso porque indica que ela foi usada no processo de catequização”, analisa.

Côrrea destaca que um dos fenômenos mais interessantes nesse processo de ressurgimento da viola são as orquestras de violeiros. “Nelas podemos encontrar famílias inteiras, com pais, filhos, netos tocando juntos. É um espécie de ninho de violeiros”. 

Até mesmo na TV, é possível observar a renovação entre os instrumentistas. “No programa do Raul Gil, por exemplo, de vez em quando vemos duplas formadas por crianças, meninos e meninas. E eles aparecem com estilo, capricham na roupa, usam até chapéu”, brinca o músico.

O Pesquisa.Música conta com a curadoria dos professores da UFPE Sérgio Godoy e Carlos Sandroni.

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