MÚSICA

No Ar Coquetel Molotov em maratona de shows na Várzea

Festival aposta nesta edição em apenas um dia de festival, neste sábado (11), com shows a céu aberto

Karolina Pacheco
Karolina Pacheco
Publicado em 10/10/2014 às 10:12
Foto: Diego Ciarlariello/Divulgação
Festival aposta nesta edição em apenas um dia de festival, neste sábado (11), com shows a céu aberto - FOTO: Foto: Diego Ciarlariello/Divulgação
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Haja instiga. O festival No Ar Coquetel Molotov, pela primeira vez, se afasta do Centro do Recife e realiza uma maratona de atividades a céu aberto. Marcado para amanhã, na Coudelaria Souza Leão, no bairro da Várzea, o evento traz shows, performances artísticas, estandes de grifes recifenses e até uma edição especial do Som da Rural. Quanto a palavra “maratona”, a denotação pode, inclusive, ser ampliada para além da duração da festa – agora concentrada em cerca de dez horas contínuas de shows, ao invés dos costumeiros dois dias de festival. Mais de uma década após a sua estreia, tendo passado por alguns dos tradicionais centro de convenções da cidade, nota-se que a produção do Coquetel Molotov não receia em tirar o público da zona de conforto que é o fácil acesso.

Aprenda como chegar na Coudelaria Souza Leão:


A decisão de trocar o teatro pela natureza ou o tratamento acústico pela paisagem sonora urbana pode ser um divisor de águas para os próximos anos do festival, que mantém na programação a proposta de reunir nomes emergentes com alguns medalhões da música nacional e internacional. Da característica plantada pelo Coquetel Molotov de revelar novos trabalhos até a tendência de também trazer artistas de trajetória musical mais sólida, percebe-se a consolidação da história do próprio evento.

Depois de conferir os estandes do Pavilhão de Exposições montado na Coudelaria (com produtos das grifes Acre Recife, Tee Bags, Soslayo, Loja Grude, entre outras), o público do No Ar já pode se instigar musicalmente no palco Red Bull Music Academy (RBMA Stage), onde se apresentam, a partir das 15h, alguns dos DJs mais versados em animar as pistas de dança Brasil afora e do exterior como o paulista Seixlack, que traz seu projeto Live, o britânico Bok Bok e o norte-americano Falty DL, cujo som transita do dubstep ao jazz.


Antes mesmo do silêncio se instaurar no RBMA Stage, paralelamente a discotecagem dos DJs, o sci-fi brega (termo criado para designar o encontro entre o pop e o regional) do paraense Jaloo toma conta do palco principal, às 17h30. Em seguida, o palco esquenta um pouco mais com a chegada do Psycho tropical Berlim dos franceses do La Femme. 


Quando a noite cai pesada, às 22h, tem o vermelhar de Russian Red, ou Lourdes Hernández, cantora de música indie e folk espanhola. Depois de Flora Matos, a cantora-espetáculo Karina Buhr interpreta o primeiro disco da setentista Secos & Molhados, em show especial. Dançante e divertida, a Aldo The Band, projeto musical dos irmãos paulistanos Murilo Faria a.k.a. DJ Mura (programação, synths, backing vocals e teclados) e André Faria a.k.a Faria Mori (baixo, guitarra e voz), é a ultima a subir no palco da festa bucólico-musical – bem antes disso, porém, no Som na Rural, o grupo é convidado especial de Roger de Renor. O céu aberto é o limite.

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