Luto

Corpo de Inezita Barroso será velado na Assembleia de São Paulo

Uma das mais antigas e importantes representantes da cultura de música caipira do Brasil, Inezita morreu de insuficiência respiratória aguda

Da Folhapress
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Publicado em 09/03/2015 às 8:20
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Uma das mais antigas e importantes representantes da cultura de música caipira do Brasil, Inezita morreu de insuficiência respiratória aguda - FOTO: Foto: Marcos Santos / USP Imagens
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O corpo da cantora e apresentadora do "Viola, Minha Viola", Inezita Barroso, será velado no Hall Monumental da Assembleia Legislativa de São Paulo, zona sul da capital, na manhã desta segunda-feira (9).

Uma das mais antigas e importantes representantes da cultura de música caipira do Brasil, Inezita morreu por volta das 22h deste domingo (8).

Inezita estava internada no Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 19 de fevereiro. Segundo o hospital, a cantora morreu de insuficiência respiratória aguda.

Há três meses, Inezita havia sofrido uma queda da cama na casa da filha, em Campos de Jordão. Levada ao pronto-socorro municipal, ela foi liberada em seguida.

Na última quarta-feira (4), Inezita havia completado 90 anos de vida. No sábado (7), a TV Cultura exibiu um programa especial em comemoração aos 90 anos da cantora. Ela deixa uma filha, Marta Barroso, três netas e cinco bisnetos. O enterro ocorre por volta das 17h no cemitério Gethsêmani, na Vila Sônia, zona oeste de São Paulo.

MARVADA PINGA

Em cerca de 60 anos de carreira, Inezita Barroso lançou mais de 80 discos.

Como intérprete, sua gravação mais famosa foi a "Moda da Pinga", dos versos "Co'a marvada pinga é que eu me atrapaio/ Eu entro na venda e já dô meu taio/ Pego no copo e dali num saio/ Ali mesmo eu bebo, ali mesmo eu caio/ Só pra carregá é queu dô trabaio, oi lá!".

De família quatrocentona, proprietária de fazendas, Inezita enfrentou os parentes para se tornar cantora. Das viagens de carro, vivenciando de perto os costumes e a música regional, nasceu também o seu trabalho como folclorista. Formada em biblioteconomia na USP, ela pesquisou as raízes da cultura brasileira e deu aulas sobre o tema.

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