Entrevista

Pablo promete fazer um grande show no Classic Hall

Antes de subir no palco da festa Brega Classe A neste sábado (16), o baiano conversou com o JC

Robson Gomes
Robson Gomes
Publicado em 16/04/2016 às 10:00
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Antes de subir no palco da festa Brega Classe A neste sábado (16), o baiano conversou com o JC - FOTO: Foto: Divulgação
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Desculpe aí, leitor, mas vamos ter que falar dele. É pegando carona no trocadilho do título de seu mais recente disco que o JC conversou com o artista que popularizou o arrocha, a sofrência e se intitula, simplesmente, como “a voz romântica”: estamos falando do baiano Pablo, a grande atração deste sábado (16) da festa Brega Classe A, junto com Zezo e a banda Musa, no Classic Hall.

Quem conhece o Pablo atualmente mal sabe que o intérprete de Porque Homem Não Chora começou muito cedo, mais precisamente aos 6 anos, cantando junto com o pai em barzinhos para ajudar a pagar as contas em casa: “Eu e meu pai cantávamos sertanejo, um ritmo que eu cresci ouvindo e gosto muito até hoje”, relata o cantor, ao telefone.

Sua carreira iniciou de forma profissional quando, aos 15 anos, entrou no conjunto Asas Livres, onde ele acabou popularizando o termo ‘arrocha’ em todo o país. “Eu usava essa palavra na banda quando eu via os casais muito agarradinhos e dançando as nossas músicas, foi aí comecei a falar a palavra arrocha. Acabou que a expressão caiu na boca do povo e até definiu um estilo de música”, comenta.

Mas o rapaz, que no batismo se chama Agenor Apolinário dos Santos Neto, só conheceu o sucesso em 2010, ano em que deu início a sua carreira solo. “Eu sempre acreditei no meu trabalho, mas deixei as coisas fluírem naturalmente. No fim, deu tudo certo”, comemora o cantor.

Com seu nome espalhado nos quatro cantos do país, veio o convite da Som Livre para se juntar ao seu casting. E junto com uma grande gravadora, também implica em transformações no trabalho, que foram bem visíveis aos olhos de seu público: “Falam que eu mudei bastante, estou mais badalado, mais popstar. Mas a mudança não foi por causa da gravadora, e sim porque eu e minha equipe sentimos a necessidade de crescer para entregar um trabalho melhor para o público que me acompanha”, justifica Pablo.

Fã confesso e incondicional da dupla Zezé di Camargo & Luciano, questionamos o que o artista anda ouvindo ultimamente: “Sou muito eclético, mas tenho ouvido bastante Daniel, Leonardo e Adele, por exemplo”, diz. Mas a música que está no primeiro lugar como a mais ouvida no seu celular é Disfarça e chora, de Djavan.

Para o show de logo mais, Pablo pretende entregar a seu público um show que vai misturar todo o seu repertório, das novas até às antigas, até do tempo de Asas Livres. O cantor falou um pouco de sua relação com a capital pernambucana: “Recife é uma cidade especial pra mim porque já cantei muito por aqui antes de ser nacionalmente conhecido. Teve um show que eu fiz em 2013 (ele não recordou o local) onde eu tomei um susto porque a galera sabia todas as minhas músicas. Fiquei muito feliz", relembrou.

Por fim, perguntamos a Pablo quais são seus próximos planos profissionais e revela: está selecionando repertório para um novo disco, que na verdade será um DVD, gravado em Salvador daqui a dois meses. Então aguardem, porque a Voz Romântica ainda tem fôlego para cantar a sofrência e encantar seu público por muito tempo.

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