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O balanço do MC Troinha: fé e trabalho duro

Precursor do bregafunk com arrocha, o cantor nascido no Alto José do Pinho é um dos novos fenômenos da música na internet

JEFFERSON SOUSA
JEFFERSON SOUSA
Publicado em 02/02/2017 às 10:15
Fernando da Hora/ JC Imagem
Precursor do bregafunk com arrocha, o cantor nascido no Alto José do Pinho é um dos novos fenômenos da música na internet - FOTO: Fernando da Hora/ JC Imagem
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Nos últimos meses, a frase “É o troinha!” é repetida intensamente nas redes sociais, através de páginas de humor e música. Se você ainda não sabe do que se trata, bem, ela fala por si só: é o Mc Troia, o novo fenômeno do brega recifense. Próximo a completar 27 anos, Arthur Felipe da Silva Alves, o MC Troia, arrasta milhares de fãs por onde passa com suas músicas dançantes e divertidas de bregafunk com arrocha.

Com o videoclipe da música Balança, balança ultrapassando 7 milhões de visualizações no youtube, Troinha – assim como é chamado por seus fãs – vem conquistando público até fora do país, como mostra alguns vídeos de adultos e crianças estrangeiras cantando suas músicas e repetindo seus bordões. “É incrível tudo isso. Não sei explicar exatamente essa popularidade toda, mas a única certeza que eu tenho é a de que vou continuar me esforçando para sempre fazer o melhor para os meus fãs”, destacou o MC, na entrevista exclusiva que deu ontem na TV JC, disponível na página oficial do Jornal do Commercio no Facebook.

O bregafunk com arrocha também é uma questão importante quando se fala em Troinha, isso porque o músico é um dos precursores do estilo. “Eu comecei no funk, parti pro brega e, de certa maneira, nunca saí deles, mas foi quando eu comecei a tocar arrocha e misturar todos esses três ritmos que eu pude me reconhecer musicalmente”, ressaltou.

Futuro

Durante a entrevista na TV JC, Troia revelou que recebeu alguns convites para se apresentar com alguma grande cantora da música brasileira nesse Carnaval. A cantora é Gaby Amarantos, que convidou Troinha para se apresentar no palco do Marco Zero. Mas, além da paraense, uma das principais atrações do Olinda Bear também mostrou interesse no cantor, porém, mesmo com quase certeza que haverá Troinha no evento, ainda não foi fechado um acordo. Vale ressaltar que no fim do ano passado, o Governo do Estado havia deixado de fora da festa do Momo artistas do forró eletrônico, forró estilizado, brega, swingueira, arrocha, funk, sertanejo e pagode estilizado, gerando grande discussão entre os músicos e os fãs sobre a não representatividade do público popular. No caso, MC Troia será uma exceção, mas não por conta dos gestores, e sim pelo reconhecimento dos artistas de fora do Estado.

“É muito difícil. O brega sempre foi criticado e renegado por algumas pessoas. Tem muita gente que não dá valor, mas também tem muita gente que dá valor. Acho que é um som que não faz mal a ninguém. Acredito que tanto eu quanto meus colegas MC’s vamos continuar fazendo o melhor para fazer o público feliz, porque isso é o que nos faz feliz”, revela.

O MC Troia lançou recentemente um disco de inéditas, que pode ser baixado gratuitamente clicando aqui.

Nascido no Alto José do Pinho, Zona Norte do Recife, torcedor do tricolor pernambucano, casado há 13 anos e pai de um menino de 8, Arthur Felipe, o Troia, faz uma média de 18 shows por semana, e tem 4 músicas com milhões de visualizações cada, e diversas outras com centenas de milhares de cliques. Arthur, MC Troia, ou simplesmente Troinha, independente do nome, o bregueiro provavelmente só vai conquistar mais e mais público, não só por misturar arrocha e brega, mas por transpassar alegria e trabalho duro em cada música lançada.

Confira a entrevista exclusiva de MC Troia na TV JC:

 

 

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