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Rock in Rio: Capital Inicial grita ''fora Temer, fora todos''

Dinho Ouro Preto também falou da crise de segurança no Rio de Janeiro

Estadão Conteúdo Estadão Conteúdo
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Publicado em 24/09/2017 às 21:10
Foto: reprodução/Rock in Rio/Facebook
Dinho Ouro Preto também falou da crise de segurança no Rio de Janeiro - FOTO: Foto: reprodução/Rock in Rio/Facebook
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Se o Capital Inicial pudesse ver seu passado inteiro, ele seria pontuado por plateias lotadas no Rock in Rio. Em sua quinta participação, neste domingo, 24, e mais uma vez no encerramento do festival, a banda fez um show à altura das expectativas para este momento de despedida da Cidade do Rock. Partindo de uma música nova, "O bem, o mal, o indiferente", Dinho Ouro Preto, Fê Lemos, Flávio Lemos e Yves Passarell, além dos músicos de apoio, engataram a quinta numa sequência de sucessos.

"Independência", "4x Você", "Depois da meia noite", "Fátima", "Música urbana" e "Natasha" foram os de maior magnetismo. A indefectível "Primeiros erros", o de imenso coro. O cover de "Mulher de fases", dos Raimundos, levantou a poeira acumulada na grama sintética.

Discurso político

Antes de "Veraneio vascaína", Dinho se referiu à crise da segurança por que passa o Rio. "É surreal, como se estivéssemos numa guerra civil, com tropas na rua." A plateia entoou "Fora Temer" e ele devolveu: "Fora Temer, fora todos, uma longa lista. Os cidadãos cariocas vão prevalecer. As eleições estão chegando, é hora de escolher outras pessoas." 

Mais adiante, "Que país é esse?" motivou nosso discurso. A música foi dedicada a "políticos de esquerda, centro e direita, de Aécio a Dilma, Eduardo Cunha, Sergio Cabral". "É uma lista longa que sequestrou a democracia brasileira, conspirou contra a esperança de todos nós. O poder corrompe e o Brasil é maior e melhor que seus representantes."

Este é um dia em que a lotação - 100 mil pessoas - é atingida mais cedo. Muita gente que já veio decide voltar à Cidade do Rock e quem jurava que não passaria nem perto dos portões implora por ingressos que possam estar sem dono. Cambistas anunciavam a entrada por até R$ 800 perto do Parque olímpico.

A massa chegou para aproveitar a Cidade do Rock ao máximo, o que fez com que o Capital tivesse um dos maiores públicos entre os nacionais que o antecederam no Palco Mundo: Ivete Sangalo, Skank, Frejat, Scalene, Jota Quest e Titãs.

"A gente já tocou em outras edições mas quando eu piso aqui meu coração dispara", disse Dinho ao saudar o público, com sua habitual euforia. "É comovente uma multidão cantando em uníssono".

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