Fenômeno

Pabllo Vittar para a Rolling Stone: 'Tenho orgulho do que sou'

Cantora é capa da edição de janeiro da revista e fala sobre sucesso e preconceito

Márcio Bastos
Márcio Bastos
Publicado em 18/01/2018 às 15:17
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Cantora é capa da edição de janeiro da revista e fala sobre sucesso e preconceito - FOTO: Reprodução
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A estrela de Pabllo Vittar não para de crescer. A drag queen, que está bombando em todo o Brasil, é a capa de janeiro da Rolling Stone brasileira. Em entrevista, a cantora falou, entre outras coisas, sobre preconceito, sucesso e o próximo disco. 

Alvo de críticas em relação à sua representatividade, a cantora diz que não entende a razão de tanto ódio. "Hoje eu tiro de letra, porque tenho muito orgulho do que eu sou. O pior é o ódio que dá quando eu não fiz nada para a pessoa, nada para ninguém me olhar torto, e elas apontam ou dão risada de mim. Cada vez mais eu perco a esperança em certas pessoas. Tem gente que já desacreditei, tipo: ‘Você não vai mudar mais’”, afirmou, segundo informações do site Portal Popline.

Ela afirmou ainda que acredita em Deus e reza todo dia. "Eu oro antes de entrar no palco, antes de dormir, quando eu acordo. Acredito Nele [Deus], acho que Ele sempre vai estar comigo”, disse.

Ela disse ainda que, uma vez, sua mãe, Verônica, saiu correndo da igreja quando percebeu uma atitude homofóbica por parte do pastor. “O pastor começou a pregar sobre pessoas ‘doentes’ e rezar pela ‘cura’ dos gays. Quando ele começou a falar isso, minha mãe saiu correndo na hora. Com esse tipo de gente que até hoje é racista, misógina, homofóbica, transfóbica, eu fico: ‘Mano, para’. Fico muito triste. Porra, Deus fez os humanos para eles se odiarem desse jeito? Ele deve virar e pensar assim: ‘Que vergonha’”, disse.

NOVO DISCO

Aproveitando o sucesso conquistado com seu primeiro álbum, Vai Passar Mal, Pabllo afirma que já está em pré-produção do novo trabalho, que deve ter novidades sonoras. "No próximo disco, vai ter forró com certeza, mas com uma cara diferente de como estava no primeiro álbum. É o que eu sou, sabe? Um forró ou um arrocha misturado com techno, um pop mais pra frente”, adiantou.

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