PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO

RioMar Jazz Fest começa com boa música e animação

O primeiro dia do festival contou com Quinteto de Metais, Guilherme Teles, Victor Biglione e Alma Thomas

Diogo Guedes
Diogo Guedes
Publicado em 27/04/2018 às 23:00
Leo Motta/JC Imagem
O primeiro dia do festival contou com Quinteto de Metais, Guilherme Teles, Victor Biglione e Alma Thomas - FOTO: Leo Motta/JC Imagem
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Quem compareceu à praça de alimentação do RioMar Shopping na noite de sexta (27) viu mais do que as opções gastronômicas. A abertura do RioMar Jazz Fest, festival gratuito que se estende até a segunda, trouxe dois envolventes shows do cenário local e nacional do jazz e do blues.

No espaço, a maioria das cadeiras próximas estavam viradas para conferir quem tocava e cantava no palco. Quem abriu a noite foi o Quinteto de Metais, grupo pernambucano que levou para o palco os ares de big bang do jazz. Tocaram, entre outras, o Pink Panther Theme, famosa canção do personagem Pantera Cor-de-Rosa. Antes de saírem do palco, convidaram o violonista pernambucano Guilherme Teles para executaram juntos uma excelente versão de New York. New York.

Guilherme assumiu o palco pouco depois. Não falou muito, mas se expressou com ênfase com a sua habilidade no violão. Sozinho no palco, tocou com personalidade a canção Febre do Rato, de Fred Andrade. No repertório, ainda trouxe Clap, do grupo Yes, e fez referência a Almir Sater.

O principal show da noite trouxe um encontro entre estrangeiros radicados no Brasil. O guitarrista argentino Victor Biglione se juntou à cantora americana Alma Thomas, ex-participante do programa The Voice Brasil. No palco, a parceria mostrou entrosamento entre o rock and roll, o blues e o jazz.

“Esse é um projeto exemplar. Queria que houvesse algo assim na minha cidade, o Rio de Janeiro, para encher praças de alimentação com boa música”, comentou Victor no intervalo entre músicas.

Alma elogiou o público – entusiasmado com a a apresentação, munido de celulares para gravar os melhores momentos – e falou sobre uma canção de Etta James, homenageada do show. “Vamos cantar Cry me a River, uma das músicas mais importantes dela. O nome significa algo como ‘chorando rios’, e todo mundo já chorou rios completos em algum momento”, contou.

O repertório ainda teve homenagens a Jimmy Hendrix e até uma versão de Imagine. Em dado momento, a voz de Alma virou instrumento e dialogou com a guitarra (e as expressões faciais) de Victor. O guitarrista ainda fez uma criança ajudá-lo a tocar na beira do palco.

MAIS JAZZ

No sábado (2), o RioMar Jazz Fest começa novamente às 18h, com duas apresentações. O primeiro show traz a Uptown Blues Band, com participação especial do maestro Marcelo Martins. Às 19h, é a vez do guitarrista americano Kenny Brown. 

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