Lançamento

Gal Costa lança 'A Pele do Futuro ao Vivo'

A Pele do Futuro é o título do mais recente disco de Gal Costa e reúne clássicos, novidades e surpresas

Estadão Conteúdo
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Publicado em 15/09/2019 às 15:33
Foto: Reprodução | Instagram
A Pele do Futuro é o título do mais recente disco de Gal Costa e reúne clássicos, novidades e surpresas - FOTO: Foto: Reprodução | Instagram
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A Pele do Futuro é o título do mais recente disco de Gal Costa, lançado no ano passado. Dá nome também a seu show e ao registro ao vivo dele, que chegou às plataformas digitais na sexta-feira, 13. No entanto, o espetáculo da cantora baiana, uma das grandes vozes da música brasileira, diz muito mais sobre seu presente e seu passado. O roteiro do show, idealizado e dirigido por Marcus Preto, cria conexões precisas e, muitas vezes, surpreendentes entre antigos clássicos da artista, canções do novo trabalho e músicas até então inéditas na sua interpretação. Após ser fisgado por esse repertório, o público se deixa levar por esse caminho em que o novo e o antigo se confundem.

Pensado em três blocos, o show é aberto com canções escritas no período da ditadura, de onde saem grandes momentos, como Vaca Profana (com citação de Rolling Stones), de Caetano, e London, London, composta por ele no exílio em Londres - e que Gal não cantava havia muito tempo. No bloco seguinte, o de amor e desamor, estão músicas que ela nunca tinha cantado, como Motor, de Teago Oliveira, vocalista do Maglore, e O Que É Que Há, de Fábio Jr. e Sérgio Sá, em viscerais interpretações. De caso pensado, a última parte do show é a dos temas dançantes, incluindo Sublime (Dani Black), uma das melhores faixas do novo disco, e um pot-pourri de frevos, como Balancê (João de Barro/ Alberto Ribeiro) e Massa Real (Caetano), que lava a alma das plateias. Gravado em março, em duas apresentações na Casa Natura Musical, em São Paulo, A Pele do Futuro ao Vivo registra todo esse clima do show de Gal na íntegra. O projeto também pode ser encontrado em edições luxuosas em DVD e CD duplo.

Temas políticos, amorosos e dançantes

Diretor artístico de A Pele do Futuro, o disco, Marcus Preto é também o responsável pela construção do roteiro do novo show de Gal Costa - em diálogo com a cantora. Marcus gosta de instigá-la artisticamente com novidades - ou com bem-vindos resgates tirados de sua obra. Nessa troca, Gal contou a ele, por exemplo, sobre seu desejo de ter "uma coisa dançante" no espetáculo. "Então, na hora de ir atrás das canções, eu falei que tinha que ter um bloco de músicas para dançar, e obviamente esse bloco tinha que ser no final, porque é a melhor hora para isso. Aí fiquei pensando em dividir esse roteiro em três partes", conta ele.

Segundo Marcus, a apresentação precisava ter "um dedo na política também". Surgiu, então, a ideia do primeiro bloco. "Teve espelho com o começo da carreira, com o tropicalismo, e imediatamente veio Mamãe Coragem, e London, London. Inclusive, tem uma parte inteira na letra que é diferente da versão que a gente aprendeu com o RPM, que tinha aprendido com Caetano, tem uma estrofe inteira ali que é da gravação dela. A gente manteve nessa versão nova", diz.

Já o meio do show traz um bloco amoroso, reflexo também da atmosfera que marca o disco A Pele do Futuro (que contou ainda com produção de Pupillo).

 

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