Garanhuns Jazz

George Israel mostra seu lado B de jazz e blues

Saxofonista do Kid Abelha é atração em Garanhuns

Do JC Online
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Publicado em 08/02/2013 às 8:48
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O trio que o saxofonista George Israel formou com seu filho, de 17 anos, o baterista Leo Israel, e o baixista Rodrigo Santos (Barão Vermelho), e que se apresenta no Garanhuns Jazz Festival, segunda-feira, é um dos muitos projetos paralelos de que participa enquanto toca a carreira de 30 anos com a Kid Abelha. "Acabamos de fechar a turnê dos 30 anos do grupo. O Kid Abelha parou por tempo indeterminado", revela Israel, acrescentando que está com o tempo todo livre para seus projetos. E são vários. Um deles, a Black Carlos, com Toni Garrido e o repertório pinçado da obra de Roberto Carlos. Outro projeto, o Sollar, com o DJ Memê. Tem também Os Roncadores, trio de sax, com Rodrigo Sha e Gustavo Contreras, e ainda Os Britos, com Guto Goffi, Rodrigo Santos e Nani Dias. Os Britos é uma bem-humorada banda cover dos Beatles, que chegou a gravar um disco e a tocar no exterior.

George Israel, carioca da classe de 1960, é um dos fundadores do Kid Abelha e os Abóboras Selvagens com Bruno Fortunato e Paula Toller. Surgido em 1981, tornou-se um dos grupos mais bem-sucedidos do chamado BRock, com cerca de 5 milhões de discos vendidos. Boa parte dos sucessos do Kid Abelha tem a assinatura de George Israel com Paula Toller: Amanhã é 23 , Grand Hotel, Nada sei, Te amo pra sempre e Eu tive um sonho. São 15 discos com o Kid Abelha, um deles, o Acústico MTV com 1,3 milhões de cópias vendidas. Israel começou seus projetos paralelos a partir de 2004.

"A gente sempre teve lado jazz e blues, que foge um pouco do pop. Já fiz aí no Recife, no Oi Blues By Night, com uma versão blues de As rosas não falam, de Cartola. Compus alguns blues, como Blue anos 2000 com Cazuza. Montei com Frejat a Midnight Blues", conta George Israel.

Ele atribui muito dessas incursões por outras seara ao fato de tocar saxofone. "O sax tem um pouco disto. Você acaba indo para o choro, passa pelo jazz, é um instrumento que tem a ver com este ambiente da noite, e ao mesmo tempo pode ser pop", diz o músico. Além de todos os projetos paralelos ao Kid Abelha, ele é compositor de sucesso e teve em Cazuza um dos parceiros mais constantes.

As canções com Cazuza renderam um disco, 13 parcerias com Cazuza, de 2010 (produzido por Dadi). Leva assinatura dos dois (mais Nilo Romero), por exemplo, Brasil, que a voz de Gal Costa colaborou para tornar a canção um clássico da MPB. Em parcerias George Israel é de uma saudável promiscuidade. Tem músicas feitas com Frejat, Leoni, Herbert Vianna, Moska, Dulce Quental e Ney Matogrosso. "Este projeto é uma coisa de encontro. A gente vai ensaiar um repertório que tem espaço para a jazz, rock. Músicas minhas. Tenho recebido mensagens de pessoas de outros Estados comentando o show que vamos fazer em Garanhuns. Então devo cantar pelo menos umas duas músicas do Kid Abelha, certamente, vai ter gente querendo ouvir músicas como Eu tive um sonho".

Não será a primeira vez que George Israel toca durante o Carnaval. No Recife, ele já fez o Rec-Beat, em 2006, com Os Britos: "O Carnaval tem esta onda de outros estilos. Já fiz trio no Carnaval baiano com Jammil, mas cantei Brasil e outras músicas minhas. O Carnaval de Pernambuco comporta outros tipos de músicas".

 


 

  

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