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Babi Jaques e os Sicilianos reencontra-se com os fãs

O trupo fez turnê de 60 shows, incluindo Argentina e Uruguai

José Teles
José Teles
Publicado em 01/02/2014 às 6:00
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Depois de estrear o show Coisa Nostra no Abril pro Rock, do ano passado, a banda Babi Jaques e os Sicilianos, caiu na estrada. Foram 60 shows, em 40 cidades do Brasil, Uruguai e Argentina. O grupo passou oito meses viajando, com pausas, para rever a família e os amigos no Recife. E reencontra seu público hoje, no Teatro Eva Hertz, na Livraria Cultura, do Shopping RioMar, às 19h (entrada franca). Fizeram a turnê sem um centavo de dinheiro público: “A gente tentou empresas privadas, mas estava demorando, então resolvemos bancar tudo, conta Babi Jaques, a vocalista do grupo. Bárbara, Tiago e Alexandre é o núcleo da Babi Jaques e os Sicilianos, que não é uma banda no sentido convencional. Eles se definem como um coletivo que mistura música com teatro, e vice-versa: “Assim o espetáculo que a gente estreou no Abril do Rock 2013 foi se modificando. O que mostraremos na Livraria Cultura, do RioMar, é na prática uma nova estreia. Mudou muita coisa, e várias devido a experiência na estrada”, explica Babi.

No início da turnê o grupo viajava com uma pessoa apenas para a iluminação. Os integrantes decidiram aprender iluminação, fez curso, e agora, garante, a cantora, está apto a iluminar também espetáculos de terceiros: “Estamos pensando também em produzir shows de outros artistas, pela produtora Coisa Nostra”. Na primeira fase da turnê o grupo começo por Sergipe, desceu para a Bahia , passou por Minas, São Paulo, Sul do país, e Uruguai: “As cidades pequenas são incríveis. Voltamos a uma cidade do interior baiano, Conceição do Cuité, fomos superbem recebidos, até o prefeito foi ver o show. No Uruguai, a gente ia fazer só um show. O carro deu uns problemas, e enquanto consertava conseguimos mais quatro apresentações”.

Um dos segredos deles é não perder tempo. Durante a turnê eles concorreram, e venceram, dois editais. Um do Banco do Nordeste, para quatro shows nos centros culturais da entidade, e outro do Sesc Mato Grosso do Sul: “Estes editais foi bem legais, porque ajudou a gente a continuar circular. A banda vai compensando. O cachê bom de um show, ajuda a compensar um menos legal”, explica Babi Jaques. A banda aplica a lei da compensação o tempo inteiro. A ida a argentina não foi possível quando estiveram no Uruguai, por problemas com o carro. Eles decidiram ir de avião, mas só em novembro passado: “O premio que a gente ganhou no Festvalda era uma viagem à Argentina. Aproveitamos para fazer shows lá. Tocamos em Buenos Aires e numa cidade chamada Olavarria, este segundo show foi até melhor.

Mas nem só da música vive o Babi Jaques e os Sicilianos. Além do disco que vendem, a preços mais que camaradas na turnê (R$ 5), eles criaram uma série de produtos Coisa Nostra, incluindo aí a cachaça Pecadinho (nome tomado emprestado a uma canção de Tom Zé), camisetas, buttons, vídeos: “A vezes ganhamos mais com estes produtos do que nos cachês. A cachaça, por exemplo, vende muito. Sei que começamos a turnê no vermelho, devendo muito, porque investimos muito. Voltamos com grana suficiente para quitar todos os débitos, e ainda sobrou para a gente”. O grupo já planejou a programação de 2014, e nela está incluída menos viagem, e mais tempo para a família, e arquitetar o próximo disco. na programação está também uma viagem à Paris. Babi e Tiago casaram-se, e a viagem será de lua de mel. Mas com trabalho, Ja agendaram dois shows em Paris. O casal se apresentará com dois amigos músicos que moram na França. A Babi Jaques e os Sicilianos não tocam Carnaval do Recife. Não foi aprovado no edital. O que não deixa de ser irônico, pois é a única banda recifense, que tem frevos autorais no repertório, e um documentário, com Wilson Freire, sobre o Batutas de São José.  


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