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Moraes Moreira revisitando o repertório dos Novos Baianos

Moraes ressalta que reunião do NB em Salvador não é uma volta do grupo

José Teles
José Teles
Publicado em 02/06/2016 às 1:52
foto: divulgação/enrico porro
Moraes ressalta que reunião do NB em Salvador não é uma volta do grupo - foto: divulgação/enrico porro
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O show Moraes Moreira Canta Novos Baianos, que será apresentado, amanhã, no Teatro RioMar, não é apenas o cantor e compositor do grupo revisitando um repertório que ele ajudou a montar desde 1968. E também é isto, porém diferente. Tampouco está diretamente vinculado aos dois shows que Os Novos Baianos apresentaram, em Salvador, dias atrás, na reinauguração da Concha Acústica do Teatro Castro Alves: "Estou fazendo uma geral no repertório dos Novos Baianos do jeito que compus, a maioria é música minha e do Galvão. Fiz em São Paulo e deu o maior pé, então meu produtor resolveu trazer pro Nordeste. Tem 60 por cento de músicas do grupo, e o resto da minha carreira solo. É um show intimista, converso sobre as canções, conto histórias, resumindo é isto", diz Moraes Moreira, em entrevista por telefone, do Rio de Janeiro, onde mora.

Há pouco mais de duas semanas, os Novos Baianos voltaram a tocar juntos a convite do governo da Bahia, para reinaugurar a concha acústica do Teatro Alves, que já foi palco de muitas apresentações da banda nos anos 70. Os ingressos esgotaram­se rapidamente. A procura foi tão grande que o grupo concordou em fazer uma segunda apresentação: "Foi um encontro. Existe até uma chance de haver outro show, mas não é volta. Não tem volta. Tanto que o nome do show lá na Bahia foi Novos Baianos se Encontram. Mesmo se houver outro show, que a gente se encontre para fazer alguma coisa, a gente está sabendo que todo mundo tem suas carreiras solo, suas ocupações, então não existe a possibilidade de voltar os Novos Baianos".

Moraes ressalta que o público que foi ver Os Novos Baianos era de gente muito jovem: "Garotos e garotas de 17 anos, que cantam todas as músicas com a gente. Acho que como eles sabem da história que vivemos em um sítio, todo mundo, que não era só tocar junto, era viver junto, tem curiosidade por aquele tipo de vida nossa. Ficam perguntando, e contamos a história como foi, o que fazíamos com o dinheiro, quando tinha. Dividíamos pra todo mundo, ninguém era dono do dinheiro. Dividíamos tudo, a fome e a comida. Eles têm muita curiosidade pela vida em comunidade. Muitos garotos e garotas dizem que queriam ter vivido no sítio com a gente".

Com Galvão, ele criou grande parte do repertório dos Novos Baianos. Depois do final da banda, se afastaram, e voltaram a compor juntos anos mais tarde. Estava lá a assinatura, Moraes & Galvão, mas nunca juntos, só os dois, num palco. Moraes diz que não há possibilidade de sair pelo Brasil com o parceiro tocando suas músicas porque Galvão é só autor, não canta: "Geralmente ele fazia a letra e eu musicava. No show, vou cantar uma mais recente minha e de Galvão chamada Amarte. Acho que é de 2008, coisa assim. Ficamos um tempo sem compor juntos, mas estamos nos prometendo fazer mais".

O conceito do show Moraes Moreira Canta Novos Baianos, que terá no palco ele e o guitarrista Moleta, foi montado em torno do violão, o instrumento com que foram compostas todas as canções: É como se tivesse mostrando as música na horaem que foam feitas. Viajo até um pouco antes do Ferro na Boneca, o primeiro disco dos Novos Baianos, de que canto a própria Ferro na Boneca e Colégio de aplicação. Tem muita coisa do Acabou Chorare, músicas do Novos Baianos F.C e uma do Linguagem do Alunte, e até do meu primeiro solo. Algumas músicas que há muitos anos não toco em público", adianta Moraes.

(leia mais na edição impressa do Jornal do Commercio)

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